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Como todo mundo, você quer saber o que está previsto para acontecer no marketing digital em 2011. Nós também. Fizemos nossa lição de casa e decidimos compartilhar 11 recursos com formatos variados - ebooks, slides e vídeos – para você ficar por dentro do jeito que preferir. Enjoy!
1) Bill Chamberlin – IBM – Top Ten Digital Marketing Trends For 2011
Bill é consultor principal da equipe de Corporate Marketing & Communications da IBM, que se dedica a pesquisar, analisar e relatar as tendências emergentes e oportunidades de negócios que impactarão a IBM no futuro. É fundador do blog e comunidade HorizonWatching, que examina questões de negócios emergentes, tendências e tecnologias.
2) C:insights – 20 Mobile Trends 2011
C:insights é uma empresa mundial de pesquisa e consultoria nas áreas de inteligência de marketing, previsão de tendências, competitividade, e estratégia do consumidor. E que acredita em construir relacionamentos com os seus clientes, como meio de resolver os problemas deles com o máximo de inovação e eficiência.
3) Dave Chaffey – Smart Insights – #digitalmarketing Trends for 2011
Dave é CEO e co-fundador e da Smart Insights, especialista, consultor, e autor de livros em marketing digital e de relatórios da Econsultancy. Tem por foco, em seu trabalho, a estratégia e as táticas digitais mais importantes para o sucesso online.
4) Gartner Research – Top 10 Strategic Technology Trends for 2011
Gartner é empresa líder mundial em pesquisa e consultoria, que provê insights de tecnologia da informação a clientes de todos os setores da atividade econômica, e opera junto com eles na análise e interpretação do negócio de TI, no contexto da sua função em particular.
As previsões da Gartner Research, comentadas por Larry Dignan, editor-chefe do ZDNet, estão disponíveis para download em ebook publicado pelo TechRepublic.
5) JWT Intelligence – 10 Trends for 2011 in 2 minutes
A JWT Intelligence é um centro para pensamento provocativo, que faz parte da JWT, uma das marcas mais conhecidas no mundo entre as agências de comunicações de marketing, que busca se destacar pela qualidade em um mundo de saturado de informação.
6) John Bell – 360° Digital Influence – Ogilvy – Trends and Oportunities in Social Media 2011
John lidera, na 360° Digital Influence, a equipe responsável pelo Word-of-Mouth Marketing da Ogilvy no mundo inteiro. A atuação é focada no engajamento através de conversas, alcance de novos influencers e prática do boca-a-boca no ambiente digital. Ele compartilha as suas idéias como professor universitário e editor do blog Digital Influence Mapping Project.
7) Liz Ryan – Digital Trends
Liz é especialista em locais de trabalho, redes de trabalho online e construção de relacionamentos profissionais. É escritora, ministra conferências no mundo inteiro e atua com empregadores, tendo por foco a atração e retenção dos melhores talentos.
8 ) Mobile Youth – 50 Mobile Youth Facts You Need to Know 2011
A MY realiza pesquisa nos 6 continentes, onde compartilha com empresas a sua experiência com insights do consumidor, análise de mercado e ativação, ajudando a contruir o diálogo entre elas e os jovens proprietários de aparelhos mobile.
Se você quiser, também pode acessar a mesma apresentação no SlideShare ou fazer download do ebook no site da Mobile Youth.
9) Trend-Strategy – Consumer Trends for 2011
A Trend-Strategy fez previsões baseadas na pesquisa de tendências globais do consumidor, com abordagem de consultoria em marketing e objetivo de orientar a estratégia de marca e o desenvolvimento de novos produtos.
10) Trendwatching – 11 Crucial Consumer Trends for 2011
A Trendwatching é uma das empresas líderes no mundo na pesquisa de tendências emergentes. As suas descobertas ajudam todos os segmentos interessados no futuro dos negócios e do consumo a sonhar com novos bens, serviços e experiências para o consumidor.
Disponível para download em ebook no site da Trendwatching.
11) Upshot – 10 Trends for 2011
A Upshot é uma agência de marketing que utiliza a pesquisa de tendências para mesclar os insights e a realidade de mercado, com o objetivo de ter uma atuação de vanguarda capaz de mover o consumidor da indiferença ao engajamento.
A figura acima é o resumo do ebook, que pode ser baixado de The Awesome Blog, da Upshot.
Não é uma bola de cristal, mas é o mais próximo que se chega!
Estar antenado no que os melhores cérebros do mundo pensam sobre marketing digital é fundamental pra que se possa montar a melhor estratégia para a sua necessidade. O segredo não é se tornar escravo das tendências, mas sim entender porque empresas e pessoas ao redor do mundo consideram certas direções como as mais promissoras. Busque os overlaps entre as 11 fontes se quiser arriscar menos, mas lembre-se que o sucesso disruptivo está em encontrar um caminho único ou pouco trilhado que funciona pra você.
Em 2011, que seus planos de comunicação sejam pautados por melhores práticas, mas que também tenham suas pitadas de genialidade e excentricismo. Afinal, o mundo não deve nada aos normais e a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo!
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Postado por Bruno Ancona Lopes
As coisas são engraçadas! Estava revisitando arquivos antigos acabei encontrando um artigo que escrevi em Nov/2007 para o jornal da EXPM – Associação de Ex-alunos da ESPM, intitulado “O Consumidor Digital: seu novo sócio na era do engajamento“. Apesar de escrito numa época em que a Foreplay ainda estava em estágio embrionário, a trip de volta para o futuro ainda é boa leitura! =)

Já dizia o velho ditado: “Em terra de cego quem tem olho é rei”.
No caso do marketing, quem tem voz é rei e as empresas sempre foram as soberanas. Compravam seu espaço e construíam sua imagem usando megafones para contar a todo mundo o que era bacana e importante para seguir em frente. Eram os tempos de ouro da Era da Interrupção e das mídias de massa. As empresas conseguiam, mesmo que por pouco tempo, congelar a vida das pessoas para fazer a sua oferta, que nem sempre era verdadeira – até que o número de empresas sedentas e mídias disponíveis elevaram a quantidade de mensagens comerciais a um nível absurdo, que acabou por soterrar os consumidores.
Estamos no final de 2007 e o marketing de interrupção parece estar com seus dias contados.
Ainda funciona em casos específicos, mas como publicou a McKinsey & Co em relatório recente, em 2010 anúncios de TV tradicionais terão um terço da eficiência que tinham em 1990. As inserções estão cada vez mais caras e seu ROI cada vez mais questionável. O novo consumidor, bem informado e crítico, aprendeu a ignorar mensagens que considera irrelevantes e mudou suas fontes primárias de informação – agora lê sites com conteúdo gerado por especialistas, blogs diversos, comentários de outros consumidores nas páginas de sites de comércio eletrônico e esclarece eventuais dúvidas com amigos e conhecidos em redes sociais. A solução para as empresas se conectarem novamente com esses consumidores não é gritar mais alto, nem mais vezes. A solução é desligar o megafone e sentar para conversar. Na nova realidade, conseguir atenção não é fácil.Os consumidores também têm voz e, já que escolhem suas mídias, controlam o diálogo.
O principal desafio é ter algo interessante para dizer, e fazer isso com alma.
As empresas precisam mostrar que são apaixonadas por sua missão e pelos produtos e serviços que oferecem. Ganham as que entendem o universo de seus clientes, compartilham interesses, valores e compreendem que é com uma proposta de valor autêntica e conteúdo relevante que se cria credibilidade, intimidade e finalmente, uma associação positiva do consumidor com a marca. Estamos na era do engajamento. Vide Nike. Ela sabe.
O meio online oferece uma série de canais interativos em que a comunicação entre a empresa e o consumidor e, principalmente entre consumidores, flui livremente.
Com a popularização da internet social esses meios se tornaram mais eficientes e mais baratos que esforços de mídia tradicionais. Campanhas de engajamento digital começam numa análise de presença online, para que se possa mapear o que está sendo dito sobre a empresa, seus produtos e serviços na blogosfera, fóruns de discussão, wikis e outros sites de conteúdo gerado pelo usuário, como o YouTube. Não podemos nos esquecer das redes sociais, onde o Orkut é líder nacional (mas vem aí o FaceBook e o Myspace – é bom ficar ligado).
É importante fazer uma busca em todos os search engines usando as marcas e palavras chave relacionadas, bem como mensurar a performance atual das propriedades online da empresa em questão.
Com as experiências e pontos de interação atuais mapeados, pode-se então, definir uma nova estratégia de criação e de conteúdo para distribuição em diversos formatos via blogs, email, widgets, mecanismos de busca, podcasting, redes sociais, wikis, portais e hotsites da empresa. A compra de mídia online, principalmente rich media e links patrocinados em mecanismos de busca, continua extremamente importante para alavancar tráfego em propriedades online mais interativas, que fazem a imersão do consumidor no universo da marca.
O desafio está na criação e implementação de uma campanha harmônica entre diversos canais, com um mix de ações de push e pull.
Por isso a importância da afinidade – os consumidores só aprovam e viralizam aquilo e aqueles de que gostam. As empresas que conseguem gerar engajamento ganham brand advocates, poderosos aliados na influência e geração de mais conteúdo ao redor da marca. Consumidores engajados influenciam positivamente sua rede de contatos, ajudam a criar slogans, designs, anúncios, fazem críticas construtivas e auxiliam no processo de criação e melhoria de produtos e serviços. Já na mão contrária, consumidores extremamente insatisfeitos se tornam inimigos públicos e se engajam para falar mal. Consumidores deixaram de ser meros receptores de mensagens publicitárias para tornarem-se co-autores da estratégia empresarial.
Um mar de dispositivos, e lá vem o mobile:
Em recente apresentação, numa conferência na cidade do México, Michael Dell, fundador e presidente da Dell Computers, previu um crescimento monstruoso no número de PCs no mundo, que deve saltar de 1 para 2 bilhões de usuários em 2012, e ilustrou a tendência de crescimento da internet com dois fatos: “A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na internet, e a cada minuto, são carregadas seis horas de vídeo no YouTube”. E ele nem mencionou os 3,1bilhões de aparelhos celulares no mundo, que já são sufi cientes para que 50% da população fale de onde quiser. Num futuro nada distante estarão falando, buscando, “subindo” fotos e vídeos e blogando, tudo via celular. Neste contexto, não é surpresa alguma que o órgão de pesquisas eMarketer tenha previsto um crescimento de quase 30% nos investimentos em mídia online para 2008.
Estamos num caminho sem volta, rumo à liberdade de escolha e à democratização da informação pregada pelos iluministas no século XVIII.
As empresas que pretendem ter sucesso nesta nova era devem entrar no clima de transparência ou correm o risco de ir pra guilhotina.
</backtothefuture>
Feliz 2010! =)
Postado por Bruno Ancona Lopes



