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OpenIDEO é uma rede social para pensadores criativos, recém-lançada pela IDEO, empresa lÃder mundial em design para inovação – que tem entre seus clientes 3M, HP, Microsoft, Pepsi, Procter & Gamble e Samsung – com o propósito de gerar de idéias, visando a superação de desafios públicos para o bem social.
O lema Onde as pessoas projetam melhor, juntas reflete a crença de que o crowdsourcing pode produzir a sinergia capaz de multiplicar o resultado dos esforços individuais, tornando OpenIDEO um lugar onde boas idéias têm oportunidade de ser geradas e implementadas para solucionar complexas questões com alcance mundial ou regional.

1+1=3
Para obter a sinergia necessária à superação dos desafios, e conseguir melhoria efetiva da qualidade de vida em âmbito mundial ou regional, OpenIDEO depende da colaboração de equipes multidisciplinares, compostas de especialistas, veteranos ou calouros, em diversas áreas de conhecimento e atividade profissional.
Abre espaço também para participantes não qualificados como designers profissionais, incluindo idealistas e crÃticos, e até curiosos e palpiteiros, capazes de contribuir com visões alternativas melhor identificadas com a perspectiva do cidadão comum.
Para máxima qualidade dos resultados, a diversidade deve ser não apenas de formação e experiência, mas também de estilo. A razão é que o processo criativo requer capacitações e habilidades complementares, para integrar a visão geral com a das partes, antecipar as implicações no curto e longo prazo, e definir as ações requeridas para implementação.
PrincÃpios do OpenIDEO
Com o objetivo de assegurar condições favoráveis à superação dos desafios, cinco princÃpios foram estabelecidos para caracterizar a atitude requerida dos participantes na comunidade:
PrincÃpio #1: Inclusiva
Reconhecer e possibilitar a participação multidisciplinar em diversos nÃveis, de modo a permitir qualquer contribuição, grande ou pequena, e que todos se sintam parte do processo criativo.
PrincÃpio #2: Centrada na comunidade
Cooperar para um ambiente vibrante, favorável à inspiração, em que todos tenham confiança que farão a diferença.
PrincÃpio #3: Colaborativa
Promover o trabalho em equipe, reconhecendo as diversas funções requeridas no processo de design. Criar uma atmosfera propÃcia à construção de idéias, com a colaboração acima da competição.
PrincÃpio #4: Otimista
Ser confiante. Nunca se sabe quando uma idéia absurda possibilitaria chegar mais próximo de uma solução viável.
PrincÃpio #5: Sempre em beta
Projetar para melhoria contÃnua da comunidade, da plataforma e dos princÃpios.
Como a magia acontece?
O processo utilizado, ‘design thinking’, tem por finalidade encontrar alternativas de solução centradas nas pessoas, culminando com a escolha daquela que melhor combine os requisitos de ser desejável do ponto de vista humano, executável quanto à tecnologia, e economicamente viável.
O inÃcio do projeto ocorre com a publicação de um desafio no site, e os perÃodos de desenvolvimento das três etapas: inspiração, conceituação e avaliação.
A partir daÃ, os membros da comunidade passam a enviar contribuições para as diversas fases, incluindo esboços de idéias, material audiovisual, comentários e sugestões à s contribuições de outros participantes, ou qualquer outro tipo de colaboração ao projeto.
A contribuição de cada participante é medida pelo ‘design quotient’, que toma por referência quatro critérios, correspondentes às três etapas do processo criativo mais a colaboração com os demais participantes. Ao mensurar os graus de participação em cada etapa e de colaboração, o ‘design quotient’ identifica o estilo dos colaboradores.
Atuais desafios
Os desafios sociais que neste momento estão sendo enfrentados na OpenIDEO são:
- Alimentação: Como se poderia elevar a consciência das crianças quanto aos benefÃcios dos alimentos frescos, para que elas possam fazer melhores escolhas?
- Educação: Como se poderia aumentar a disponibilidade de ferramentas e serviços de aprendizado, para estudantes no mundo em desenvolvimento?
‘Crowdsourcing innovation’ e engajamento
Ao verificar se está fazendo a escolha certa entre as marcas que oferecem os produtos que utiliza, o consumidor considera, além do próprio produto, uma matriz de fatores que refletem a imagem da marca, onde se destacam: experiência do consumidor, relacionamento com clientes, ética, sustentabilidade e contribuição social.
Nesse contexto, é incontestável a importância da co-criação para o engajamento, em especial para programas de advocacy, com propósito social ou não.
A iniciativa de OpenIDEO, expandida para as redes Facebook e Twitter, soma-se a casos anteriores de uso de ‘crowdsourcing innovation’, com forte impacto sobre o engajamento entre o consumidor e a marca.
Entre eles, sobressai o do Pepsi Refresh Project, onde se observa que o interesse em contribuir com causas sociais potencializa, através do alto engajamento, os resultados orientados para o interesse privado.

Outras campanhas, como My Starbucks Idea, apesar da ausência do apelo social, encontram alta ressonância, pela qualidade do relacionamento e intensidade da experiência do consumidor com a marca.

Grandes idéias precisam ser despertadas
Estaria a próxima grande idéia da sua marca prestes a brotar na sua cabeça? Ou estaria ela adormecida na cabeça de algum fã? Se for assim, ele pode estar sonhando com a chance de contar isso a você.
Enquanto nada acontece para encurtar esse caminho, o risco é que a sua melhor oportunidade caia no esquecimento, ou nas mãos do concorrente.
Pense nisso!
Post Recomendado
Pepsi Aposta Alto em Sustentabilidade e Engajamento
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Se você já viveu ou conhece alguma experiência significativa sobre o tema deste post, utilize este espaço para compartilhar as suas idéias. É para isso que ele existe.
E elas poderão, assim, se tornar o embrião de um dos próximos posts do blog da Foreplay.
Postado por Umberto Ramiz
A publicidade na internet sempre foi vista como uma ferramenta de comunicação intrusiva e pouco imersiva. Em outras palavras, ela sempre incomodou.
Banners pipocando na sua frente, palavras piscando, chamadas de ‘clique aqui!’… tudo tentando desviar sua atenção do conteúdo. Essas táticas de caça à seta do mouse reduziram e limitaram em muito a criatividade na hora de elaborar campanhas online.
Isso acontecia porque as métricas utilizadas para analisar o desempenho de uma campanha, e em muitos casos até para remunerá-las, sempre foram baseadas no tráfego. Ou seja, quantas pessoas clicaram em determinado banner, ou visitaram um site.
A interação reinventada
Com a chegada de dispositivos mobile como o iPhone e os celulares da plataforma Android, as coisas começam a mudar. E um novas perspectivas se abrem, quando o assunto é publicidade online e interação com o consumidor.
Esses aparelhos, como já pudemos discutir anteriormente aqui e aqui, promovem utilidade e permitem uma relação mais próxima com os consumidores, através de uma comunicação em formato mais apropriado, imersivo e com métricas de análise mais ricas.
A mudança é tão significativa que, em vez de publicidade, passamos a chamar esse formato de aplicativos.
O consumidor se torna mobile
Diante desse panorama, as marcas têm três desafios.
Um, que é criar aplicativos que sejam, ao mesmo tempo, relevantes para o consumidor e para o negócio; o segundo, utilizar as plataformas, de modo a obter o máximo benefÃcio das tendências relacionadas com os hábitos e as preferências do consumidor; e o terceiro, de aproveitar melhor as oportunidades que integram o consumo à localização.
Estamos vivendo uma mudança radical no modelo de comunicação entre marcas e pessoas. De acordo com David Staas, vice presidente da JiWire “as pessoas têm uma percepção completamente diferente de conteúdo mobile e da publicidade quando estão na rua realizando alguma tarefa se comparado a quando estão em casa ou no escritório. Com quase metade desse público mobile dizendo que eles são mais propensos a se envolver com um anúncio, se torna relevante saber qual a localização da pessoa, e esta é uma oportunidade que as marcas e agências estão rapidamente abraçando.”
Pepsi ‘on-the-go’
Uma plataforma que está provando ser um terreno fértil para engajar consumidores é o Foursquare. Diversas marcas utilizam a geolocalização para oferecer descontos, promoções e respostas diretas a determinadas atitudes dos consumidores.
A Pepsi se prepara para lançar, no Foursquare, um sistema que informa o consumidor quando ele está próximo de uma loja que vende produtos da marca. O alerta vem acompanhado de ofertas que visam incentivar a pessoa a visitar a loja indicada.
Com isso, a marca poderá descobrir onde, quando, e em que circunstâncias, uma determinado grupo de consumidores está comprando os seus produtos. Esse tipo de informação permite que a empresa crie novos formatos de relacionamento que se baseiam em fidelidade e exclusividade.
Para os consumidores que não participam do Foursquare, a marca criou o aplicativo Pepsi Loot que possui a mesma mecânica de funcionamento, mas com foco em restaurantes.
O aplicativo mostra a localização de restaurantes que vendem Pepsi nas proximidades de onde a pessoa se encontra, e ela pode olhar as opções existentes no cardápio. Ao fazer o check-in em algum estabelecimento, o consumidor acumula pontos que pode trocar por downloads de músicas, descontos, ou até mesmo doar para algum projeto social.
Em águas profundas
A crescente ênfase do “aqui e agora†decorrente da associação da mobilidade com a geolocalização, na proporção em que cria um relacionamento que fornece conteúdo com maior valor e conveniência ao consumidor ‘on-the-go’, contribui para aumentar a integração dos universos real e virtual. E torna a experiência com a marca ainda mais imersiva, ao levá-la cada vez mais além da tela dos dispositivos.
Com a chegada do iPhone 4.0 OS, a Apple aprofunda a tendência, e faz do iPhone o dispositivo ideal para a propaganda mobile. Uma caracterÃstica introduzida no novo sistema operacional possibilita que, após a exibição de um iAd (iPhone Advertising), o aplicativo que estava em execução retorne exatamente ao ponto em que foi deixado, eliminando um dos principais inconvenientes dos anúncios.
As portas da imersão
Depois do jornal, do rádio, da TV e da internet, todos tendo por caracterÃstica comum alcançar a audiência com táticas de intromissão, chegamos com o mobile a um formato que cada vez mais possibilita interagir sem incomodar.
Muda o jogo da comunicação entre marca e consumidor. Na porta deste, o “Não perturbe†dá lugar ao “Entre sem baterâ€.
E da imersão, vem à tona a percepção de amplos horizontes para o relacionamento entre ambos, com mais fidelidade e engajamento do consumidor, para as marcas que não hesitarem diante da oportunidade.
Postado por Umberto Ramiz




