Posts com a Tag ‘mobile’

20.01

Nike True City eleva o engajamento ao nível seguinte

A Nike é uma das marcas mais conhecidas do mundo. O swoosh e a assinatura Just do it são apenas alguns exemplos de como a Nike ditou a forma de se comunicar com consumidores nas últimas três décadas.

O slogan Just do it sempre foi visto como algo maior, tanto que ele se tornou parte de uma afirmação social e cultural com intenção de melhorar a vida das pessoas. Na época em que foi criado, o poder das palavras e conceitos nas mídias de massa era enorme, e serviam como combustível para alavancar e fortalecer a identidade das marcas.

O tempo passou, e hoje vivemos em outra realidade, com novos padrões de comportamento, relacionamento e consumo.

Mudança de visão

Em 2006, Dan Weiden, um dos donos da agência Weiden & Kennedy que atende a Nike, afirmou que a empresa percebeu a mudança e começou a investir em comunidades online. Desse esforço surgiu a plataforma Nike+, que mudou a maneira de se fazer comunicação.

O Nike+ foi criado pela agência americana RGA e é mais que uma simples campanha, é a junção do hábito de correr com a música, feita através do iPod e dos tênis da Nike. É uma estratégia criada por uma agência digital que virou produto e impactou diretamente o negócio da Nike.

No Nike+ você programa seu treino através do iPod, e um sensor dentro do tênis recebe informações como o tempo restante de corrida e o progresso realizado. Ao término do treino, é possível sincronizar o iPod, e enviar os dados para o site, que os apresenta de forma lúdica e visual. Ali fica armazenado um histórico de desempenho com metas e resultados, e todas as informações podem ser compartilhadas.

Com isso, o site se tornou uma comunidade global de corredores que competem e trocam informações online. Basicamente, a Nike criou o maior clube de corrida do mundo, e para isso ela simplesmente aliou a tecnologia a um comportamento que já existia há mais de 30 anos.

Receita de sucesso

Depois do Nike+, agências e clientes perceberam o potencial existente no marketing digital para criar um engajamento duradouro com os consumidores.

Mas a empresa não parou por aí e continuou a investir em diversificar as possibilidades de conexão com seu público. Criou a comunidade Ballers Network focada em basquete e que contempla desde o streetball até a NBA.

Por último, veio o futebol. Como parte da campanha Take It to the Next Level, a Nike criou o Bootcamp, um programa de treinamento para os jovens que desejam se tornar jogadores profissionais.

Ampliação do foco

Esses três exemplos consolidaram a posição de liderança da empresa dentro do mercado de produtos esportivos, já que suas rivais diretas não possuem estratégias tão consistentes de engajamento.

Em contrapartida, existem milhões de consumidores que usam os produtos da Nike em seu cotidiano, independente de serem ou não esportistas. Elas possuem uma estreita ligação com a arte, a música e a cultura da cidade onde vivem.

Para suprir essa lacuna, a empresa acaba de lançar o aplicativo mobile Nike True City, por enquanto exclusivo para iPhone. No app, as seis cidades européias, Londres, Berlim, Milão, Amsterdã, Barcelona e Paris, são apresentadas com informações e dicas de pessoas que estão por dentro de tudo o que acontece de mais interessante na cena cultural, artística e social.

O True City pode ser alimentado por qualquer pessoa, e de tempos em tempos, a Nike identificará quais foram as que mais contribuíram para avaliar e melhorar o aplicativo. Essas pessoas farão parte do grupo Nike Insiders, uma espécie de clube composto por pessoas antenadas, criativas e descoladas que atuarão como parceiras da marca.

Engajamento superior

Com Nike True City, a marca renova o desafio de superação dos próprios limites, com que provocou os esportistas através da sua vitoriosa campanha Take It to the Next Level.

Sai de cena o lendário conceito aspiracional Just do it. E entram as experiências relevantes para o consumidor.

No cenário mais provável, a Nike ampliará a distância que a separa da concorrência e poderá deixar de batalhar para ser a simplesmente a melhor para tornar-se única em seu mercado e possuir como vantagem competitiva um nível superior de engajamento do consumidor.

Welcome, to the next level!

Postado por Caio Antunes

23.12

a era mobile chegou: você está pronto?

Trem_Michel_Turtchin

Em um post recente, abordamos o cenário mobile e as oportunidades que ele reserva para as marcas construírem um relacionamento mais próximo com os consumidores. E isso coincidiu com o momento em que o Google colocava dois vídeos na web, nos quais explica o funcionamento dos seus novos aplicativos mobile.

Um deles, o Google Goggles permite às pessoas fazer pesquisas visuais a partir da câmera do celular. O funcionamento é muito simples: Você aponta o celular para um objeto, e tira uma foto; e, a partir daí, o aplicativo escaneia a imagem, e mostra a você informações relacionadas ao objeto enfocado.

A palavra ‘goggles’, na língua inglesa, é um substantivo utilizado para descrever algum tipo de óculos especial, como um próprio para ski/snowboard ou até mesmo um óculos 3D. Aliás esse é o logo do aplicativo.

O outro vídeo é sobre o projeto Favorite Places, no ar desde o início do ano, que tem como produto um guia de locais, passeios e estabelecimentos existentes nas principais cidades do mundo. Nos Estados Unidos, o Google mapeou os 100 mil estabelecimentos favoritos dos usuários, e enviou, a cada um desses estabelecimentos, um adesivo com realidade aumentada que possibilita o acesso a informações e comentários pelo celular.

Qual o real significado dos lançamentos?

Em abril deste ano, a Apple atingiu a marca de um bilhão de downloads de aplicativos na iTunes Store, que ao lado das vendas de iPhones tiveram ampliação progressiva, ignorando os efeitos crise econômica que se observavam por toda parte. A partir de então, o Google, com sua plataforma Android, intensificou o investimento em tecnologias mobile, de olho no extraordinário potencial desse mercado.

Com os aplicativos Google Goggles e Favorite Places, a empresa trilha um caminho que exemplifica muito bem o pensamento de Michael Porter, professor em Harvard e especialista em Estratégia e Competitividade nos Negócios, segundo o qual “não basta ser o melhor, mas o únicoâ€.

O Google obviamente percebeu que a Apple, por ser uma marca premium já consolidada, possui características exclusivas baseadas na altíssima qualidade dos seus produtos. E que a melhor maneira para conquistar fatias expressivas de market share, tendo o mesmo público como alvo, seria adotar como estratégia a máxima exploração dos diferenciais competitivos próprios, para o desenvolvimento de uma nova plataforma e aplicativos com a tecnologia mais avançada disponível.

E, assim, avançar progressivamente até conseguir eclipsar, no futuro próximo, o sucesso da concorrente, hoje líder disparada do mercado mobile.

Quem ganha com isso é o consumidor, porque, no final das contas, o que mais irá importar não é a marca ou modelo do equipamento em suas mãos, mas sim qual é aquele que disponibiliza a tecnologia mobile em seu pleno potencial, e integra as ferramentas mais adequadas para cumprir o objetivo principal de ajudá-lo a fazer o que você deseja ou precisa, a qualquer momento e em qualquer lugar.

Muito breve, o mundo não será o mesmo.

Aplicativos como os dois ora apresentados ilustram os efeitos surpreendentes da incorporação da realidade aumentada ao mobile. A combinação explosiva dessas duas tecnologias promoverá uma revolução ímpar que transformará de modo irresistível o dia-a-dia das pessoas, alastrando-se rapidamente para toda a sociedade.

É evidente que o Google ‘embarcou nesse trem’ com a clara certeza de que seria fatal permanecer de fora, ou mesmo – em face da sua ambiciosa visão corporativa – contentar-se com um papel de coadjuvante no processo. Mas também com o sabor amargo de que, se tivesse acordado antes, hoje a Apple não reinaria tão absoluta no mercado mobile.

Você está pronto?

Entretanto, mais importante do que o resultado do duelo entre os dois titãs é que este novo paradigma irá nos transportar a todos, como em um ‘trem-bala’, para um futuro que até então parecia distante. No cenário projetado, a atual hierarquia das marcas, abalada pelo impacto da mudança, será reordenada, em função da agilidade de cada uma em ‘pegar o trem’ antes que as outras.

É o momento da derradeira chamada na plataforma de embarque: “Atenção, marcas com destino à Era Mobile! O trem já está pronto pra partir: Último aviso!â€.  Ceticismo e hesitação poderão ser fatais.

Postado por Caio Antunes

15.12

Foreplay lança seu próprio app de iPhone com Blog e Twitter

app_foreplay_iphone

Diariamente acompanhamos os desdobramentos que estão ocorrendo no cenário digital e como eles interferem na relação entre consumidores e marcas.

Os assuntos que consideramos mais relevantes são compartilhados com vocês através do Blog da Foreplay e do nosso Twitter. De uns tempos pra cá, percebemos que poderíamos unificar esse conteúdo e também melhorar a sua entrega no canal mobile.

Somos a primeira agência no Brasil a lançar um aplicativo próprio para iPhone.  [Se não somos, pls indiquem quem é, e removeremos esse statement!] O app Blog da Foreplay permite acesso aos nossos posts e tweets graças a uma parceria com a empresa Mother App, que desenvolve aplicativos mobile.  Jeremiah Owyang e Chris Brogan, dois experts renomados no cenário internacional, também lançaram hoje seus aplicativos de iPhone em seus blogs.

Se você possui um iPhone clique aqui para baixar o nosso aplicativo gratuitamente. Esperamos que o app seja útil para todo o mercado de comunicação. Críticas e sugestões são sempre bem vindas.

appforeplay

Estamos trabalhando em melhorias na visualização de vídeos e na renderização de links externos no browser interno do app, em especial as funções de zoom in e zoom out, mas já dá pra curtir (afinal o mundo é beta!). Com o passar do tempo, esperamos integrar as nossas apresentações de slideshare e outros conteúdos criados pela Foreplay.

Uma atitude como essa nos coloca dentro de um ambiente novo que possui enorme potencial, mas que ainda é pouco explorado pelas agências e empresas brasileiras. Nosso objetivo é aprender ainda mais sobre as tendências mobile com essa ferramenta imersiva que gera engajamento.


Postado por Bruno Ancona Lopes

11.12

mobile: o futuro está bem na palma da sua mão

Uma pesquisa realizada pela norteamericana Cisco Visual Network analisou a atividade dos internautas nos principais mercados globais, e identificou que entre 21h e 1h da manhã é o horário nobre na internet. O estudo revela também que o Brasil terá um dos maiores crescimentos de tráfego móvel do mundo. E projeta, para 2013, um volume 124 vezes maior do que o registrado no final de 2008. Em setembro, a Apple afirmou que existiam mais de 50 milhões de iPhones e iPods Touch espalhados pelo planeta.

Avaliados em seu conjunto, esses dados dizem muito sobre o caminho que a comunicação e o engajamento digital irão seguir nos próximos anos. As pessoas estão cada vez mais conectadas graças aos dispositivos móveis, que incluem, além desses modelos da Apple, muitos outros smartphones de diversas marcas e modelos.

O número de aplicativos existentes na Apple Store e na Android Market não pára de crescer e o aumento do tempo de navegação na internet móvel convida, ou melhor, obriga uma presença das marcas na plataforma mobile mais consistente para a obtenção de maior share of time nas telinhas dos smartphones.

O que andam fazendo por aí afora: o exemplo do Golf, da VW dos EUA.

Recentemente, a Volkswagen norteamericana criou a campanha de lançamento do novo Golf GTI, focada 100% em mobile. No aplicativo para iPhone as pessoas podiam “pilotar†e conhecer todas as características do carro, através de um advergame muito bem produzido pela Firemint.

A Volkswagen acreditou na iniciativa pois percebeu que, entre os potenciais compradores do novo Golf, existe um alto número de usuários de iPhone, que estão constantemente baixando aplicativos da Apple Store. Estima-se que  cerca de 500.000 dólares tenham sido investidos nessa campanha. Em contraposição, a campanha de 2006, que incluía diversos canais e grande quantidade de anúncios de TV consumiu 60 milhões de dólares. Resultado: a nova campanha, bem mais envolvente, custou menos de 1% da anterior. #epicwin

As palavras de Tim Ellis, vice-presidente de marketing da Volkswagen, deixam claro como deve ser o pensamento de agora em diante. “Lançar o novíssimo GTI 2010, pelo aplicativo Real Racing GTI, permitiu que nos conectássemos com o consumidor gerando experiências que um comercial de 30 segundos jamais conseguiria.†Ellis disse ainda que alternativas, como Xbox e Playstation, foram consideradas, mas o acordo de exclusividade com a Apple assegurou uma boa divulgação para o jogo. Dica: mobile marketing não é só desenvolver o app e jogar na store. SMPRs, deals com as stores, mídia como trampolin inicial da promoção do app… tudo isso é importante. O objetivo é sempre chegar nas top ou featured lists.

E na Terra Brasilis como vão as coisas?

Como revela o estudo, a tendência no Brasil é que os dispositivos móveis se tornem cada vez mais presentes na vida das pessoas. (Precisa de estudo pra isso?) As marcas devem então migrar, do horário nobre da TV e da internet, para o dia-a-dia do consumidor através de aplicativos úteis ou extremamente divertidos, que aprofundem o engajamento.

Já existe no mercado de telefonia nacional, celulares que permitem que a pessoa baixe aplicativos. Além do iPhone temos aparelhos que utilizam a plataforma Android, o HTC Magic é um deles, e atualmente a empresa está realizando um concurso na internet para identificar as principais sugestões de aplicativos. A Samsung também está chegando junto, adotando o Android, como a HTC.

Os aplicativos que estão sendo criados para esses aparelhos levam em conta o cotidiano das pessoas, incluindo a sua localização, hábitos e preferências. Aplicativos que cruzam dados com o GPS são uma excelente forma de envolvê-las. Mobile local search e mobile social networks como a foursquare irão mudar o rumo das coisas. Vamos lá Brasil, não podemos ficar de fora!

Como o Bradesco está puxando os clientes pra dentro do Banco

Recentemente o Bradesco lançou um aplicativo de grande utilidade para os clientes do Banco, que utiliza a Realidade Aumentada para ajudá-los a encontrar as agências e caixas eletrônicos mais próximos.

Utilidade e personalização são palavras-chave

As transformações cada vez mais profundas geradas a partir do avanço tecnológico têm criado um desafio para as pessoas e empresas que buscam se atualizar com tudo o que acontece e afeta a sua vida e os seus negócios.

E é importante notar que, essa mudança abre perspectivas para uma nova hierarquização das marcas no mercado. Lucram as que forem mais rápidas e capacitadas para ouvir, conversar e envolver o consumidor. Se você não for líder em seu segmento, ou nicho, é uma excelente oportunidade para assumir o lugar de quem é.

Alçado à condição de estratégia principal de branding, o mobile já começa a satisfazer as expectativas do consumidor – há algum tempo contidas por falta de iniciativa das marcas – seja através de ações mais simples como campanhas instantâneas diretas de alto impacto, ou por experiências relevantes e gratificantes para melhorar o seu dia-a-dia.

Com isso, os vínculos entre consumidores e marcas se estreitam e se fortalecem, engajando ambos em um esquema de cooperação, que tem por alvo a criação, priorização e construção conjunta de soluções da máxima utilidade que caibam na palma da mão.

A chave é tornar disponível a melhor informação/experiência/conteúdo que o consumidor possa conseguir, onde ele estiver, quando ele quiser. E, mais ainda, do jeito que ele gosta. Tudo personalizado e sob medida para cada um. Tecnologias disruptivas + grandes idéias = Great success!

Postado por Bruno Ancona Lopes

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