Posts com a Tag ‘Marketing’

A acelerada evolução do conhecimento e da tecnologia vem requerendo cada vez mais agilidade, e menos formalidade, para divulgação das idéias e informações relacionadas com os avanços alcançados.

No formato ideal para essa finalidade, as apresentações em slides e os e-papers (ou whitepapers) têm sido dois dos melhores veículos para publicação, e portanto para pesquisa, com propósito acadêmico ou profissional .

Entre as fontes pesquisadas pela Foreplay durante o último mês, cinco se destacaram pela relevância e aplicabilidade nas atividades de marketing e engajamento digital. São elas:

What the F**k is Social Media NOW?

Marta Kagan

Edição revista e atualizada do clássico What the F**k is Social Media?, publicado em 2008. Na versão original, as estatísticas já eram impressionantes, e demonstravam que as Midias Sociais não eram um modismo, mas uma revolução.

Dois anos depois, os números evidenciam que o mundo, tal como conhecíamos há poucos anos, não existe mais. Com as pessoas agora conectadas em tempo integral, o modo como elas fazem tudo em suas vidas foi redefinido. E, aos que ficaram para trás, não restam alternativas.

Six Digital Trends To Watch

Steve Rubel e David Armano

O estudo tem por objetivo identificar e analisar o significado das seis principais tendências digitais para organizações e marcas.

Avalia os impactos a serem considerados na formulação da estratégia e planejamento, e inclui recomendações práticas, para favorecer a adaptação às mudanças e inovação.

Why Mobile Matters

Sidneyeve Matrix

Para entendimento da importância cultural do mobile para o consumidor, agora ‘always on & on-the-go’, o estudo examina a mudança em seu comportamento e hábitos, nos diversos segmentos demográficos, decorrente da adoção das novas tecnologias.

E conclui que os impactos  justificam enfoques diferenciados na estratégia, marketing e comunicação entre marca e consumidor, para adicionar valor, construir engajamento e alcançar resultados mensuráveis.

Using Social Media Tools to Reach Digital Natives

Nick Skytland

Examina os múltiplos constrastes na formação cultural da nova geração, nascida em um mundo transformado pelas tecnologias digitais, em relação às anteriores.

E instrumenta organizações e marcas para repensar o modo de fazer negócios com uso das novas práticas e ferramentas, como requisito para construir real engajamento com o consumidor nativo digital.

Welcome to Social Web 3.0

Jean Dobey

Analisa a falha da Web 2.0 em integrar a vida social das pessoas online e offline. E dá ênfase à atual incapacidade das redes sociais em satisfazer as expectativas dos usuários para administrar as múltiplas facetas existentes na sua identidade, e os requisitos de privacidade para relacionamento com cada grupo.

Apresentado como uma resposta a The Real Life Social Network v2, de Paul Adams, reflete sobre possíveis soluções para o problema identificado no documento que lhe serviu de inspiração, e que seriam fundamentos para ascenção da Web a uma nova etapa em seu ciclo evolutivo.

Torne-se um ‘Content Hunter’!

Participação gera sinergia e multiplica resultados.

Você conhece outras fontes e documentos com idéias inovadoras? Seja você também um ‘Content Hunter’!

Compartilhe as suas descobertas. E junte-se à Foreplay na construção de um blog com a cara de todos nós.

Postado por Umberto Ramiz

As cadeias de lojas de departamentos Macy’s e Bloomingdale’s, ambas do grupo Macy’s Inc., nos EUA, estão lançando os seus novos sites de ‘mobile commerce’. E se tornam pioneiras entre as grandes empresas de varejo em seu país a otimizar o comércio eletrônico para dispositivos móveis.

‘Macy’s Everywhere’

Com o convite “Encontre-nos em todo lugar… online, na loja ou ‘on the go’!”, “Macy’s Everywhere” leva o consumidor a uma experiência mais pessoal e imersiva com a marca.

Além de inovações na pesquisa e compra de produtos, o aplicativo introduz funcionalidades úteis, como aproveitamento instantâneo de promoções especiais, obtenção de cupons de desconto, e geolocalização das lojas físicas próximas com disponibilidade dos itens do seu interesse, em caso de preferência pela retirada imediata.

Experiência enriquecida

Além do tradicional buscador por palavras-chave, existe uma prática opção de pesquisa em que as diversas categorias de produtos deslizam pelo ‘touchscreen’. Ao toque, as categorias se abrem em sub-categorias, complementadas por menus ‘drop down’ com as características aplicáveis ao tipo de mercadoria, afunilando a escolha até o item desejado.

Para compartilhamento da experiência, o consumidor pode avaliar os produtos e consultar a avaliação de outros compradores, além de divulgar os ‘achados’ e ‘comprados’ através de redes sociais como Twitter e Facebook.

Privilégios sob medida

Os clientes frequentes usufruem de ‘checkout’ expresso, fundamental em compras ‘on the road’. E, como prêmio pela lealdade, passam a receber em seus smartphones promoções personalizadas e exclusivas para clientes com o seu perfil, além de terem acesso às ofertas regulares antes do grande público.

Ciclo virtuoso: maior engajamento, mais competitividade

Integrada a uma estratégia multicanal que se beneficia da sinergia entre os diversos pontos de contato, a otimização do ‘m-commerce’ melhora a experiência de interação e intensifica o envolvimento com a marca. E constitui vantagem competitiva, que reflete agilidade em sintonizar com a evolução do comportamento do consumidor e antecipar-se à concorrência.

A Era Mobile, até então palco de ensaios incapazes de gerar resultados significativos, amadurece e passa a apresentar iniciativas que adicionam valor, capazes de elevar a taxa de conversão de visitantes em clientes leais, e de ampliar a participação no mercado e a lucratividade do negócio.

E, mais importante, melhora o posicionamento da marca, estreitando os vínculos com o consumidor, de modo a obter um real e progressivo engajamento. E, ainda, com a natural proliferação de ‘advocates’ voluntários, multiplica os seus efeitos através da rede de influência e confiança em expansão.

E você, o que está esperando?

Mesmo não conhecendo com exatidão o retorno sobre o investimento na viagem, várias marcas embarcaram com destino à Era Mobile.

Entre elas, as mais competentes já evoluem para o estágio de Plenitude, contabilizando os benefícios do efetivo aproveitamento da oportunidade.

Às que continuarem indecisas, restará calcular e absorver os custos e prejuízos da espera pelo próximo trem.

Postado por Umberto Ramiz

Segundo pesquisa realizada recentemente pelo Alterian Group, as empresas estão com dificuldades para integrar as atividades de marketing offline e online com consistência. E mais, consideram que este seja o principal desafio a ser superado para a obtenção de um efetivo e duradouro engajamento do consumidor.

Observa-se, porém, que não é uma questão possível de ser resolvida com ações isoladas. E, em meio a um amplo repertório de soluções parciais, destaca-se a instalação de concept stores como uma das capazes de contribuir com resultados mais significativos.

O que representam as concept stores

Por mais que o comércio online continue crescendo, nada se compara a experiência de entrar numa loja para comprar o produto que você necessita.

Essa experiência possui inúmeras variáveis que influenciam na decisão final do consumidor. Vai desde a atenção e simpatia do vendedor até promoções especiais disponibilizadas pelas lojas.

Um dos principais fatores determinantes é a ambientação da loja e a atratividade que ela exerce nas pessoas que passam em frente. Uma boa vitrine, em tamanho real, é o primeiro passo. A partir do momento que a pessoa pisa dentro dos seus domínios, você tem a oportunidade de se aproximar do seu consumidor e criar uma experiência marcante e positiva.

Não é novidade para ninguém, mas o fato é que uma nova geração de lojas conceito, as concept stores, como são conhecidas mundialmente, estão surgindo com novas possibilidades de interação.

Lego

A marca de brinquedos LEGO é uma dessas marcas que possuem lojas que criam um universo único que fascina as crianças e até adultos. Uma dessas lojas está prestes a desembarcar no Brasil. A primeira LEGO store da América do Sul será inaugurada no Shopping Cidade Jardim e desde já promete ser destino certo de crianças em busca de presentes.

Hershey´s

Em outras cidades é possível encontrar exemplos fascinantes de lojas que elevam a imagem da marca ao extremo. A loja da Hershey’s em Chicago possui um projeto arquitetônico e visual que destaca as embalagens e produtos da marca por todos os cantos da loja entregando uma experiência de branding única. O projeto que ainda conta com uma máquina gigante de chocolate no meio da loja foi elaborado pelo estúdio JGA especialista em design e ambientação de lojas.

Niketown

Outro exemplo que merece destaque são as Niketowns, que são ponto de encontro de viciados em esportes. Em um ambiente espaçoso, o consumidor pode conhecer e testar todas as linhas de produtos da Nike, além de interagir com a marca através de recursos multimídias. Um ponto que chama a atenção nas Niketowns é a iluminação que foi planejada para cada um dos setores das lojas. A elaboração dessa iluminação arquitetônica ficou a cargo da empresa Illuminating Concepts que é uma das mais renomadas do setor.

Estar próximo é fundamental

Lojas como essas mostram que um engajamento sólido deve contemplar todos os pontos de contato existentes com os consumidores e potencializar ao máximo os que permitem uma aproximação maior.

O caminho está em entregar o conteúdo que permeia a imagem da marca e seus produtos de uma forma instigante e diferenciada. E é nessa hora que as ferramentas digitais podem servir como disseminadoras.

Ideias inovadoras geram experiências marcantes

Basta vermos o que a loja japonesa de vestuário UNIQLO faz na internet. Todas as suas coleções recebem uma atenção especial na hora de serem divulgadas no ambiente digital. Com sites e aplicativos que abusam da interatividade, a marca consegue atingir milhares de potenciais consumidores através de experiências marcantes em torno dos seus produtos.

Em 2008, a marca usou o Widget Uniqlock, um mix de relógio, música, entretenimento, dança e utilidade que divulga a linha de roupas da marca de uma maneira diferenciada. O Widget foi sucesso entre blogueiros do mundo todo, e acabou rendendo o Grand Prix de Titanium, em Cannes.

Outro bom exemplo é o site UJ que divulga a linha de jeans da marca de uma forma inteligente e criativa. A produção contou com a participação de Yugo Nakamura, um dos principais nomes quando o assunto é interatividade dentro do ambiente digital.

O melhor ainda está por vir

Como se observa, as concept stores tem ainda um amplo potencial inexplorado para constituir o ambiente imersivo ideal, onde ações de branding e engajamento possam, em sinergia, apresentar resultados amplificados, como consequência natural da conciliação das experiências digitais e as interações reais com os produtos da marca.

Postado por Caio Antunes

A Nike é uma das marcas mais conhecidas do mundo. O swoosh e a assinatura Just do it são apenas alguns exemplos de como a Nike ditou a forma de se comunicar com consumidores nas últimas três décadas.

O slogan Just do it sempre foi visto como algo maior, tanto que ele se tornou parte de uma afirmação social e cultural com intenção de melhorar a vida das pessoas. Na época em que foi criado, o poder das palavras e conceitos nas mídias de massa era enorme, e serviam como combustível para alavancar e fortalecer a identidade das marcas.

O tempo passou, e hoje vivemos em outra realidade, com novos padrões de comportamento, relacionamento e consumo.

Mudança de visão

Em 2006, Dan Weiden, um dos donos da agência Weiden & Kennedy que atende a Nike, afirmou que a empresa percebeu a mudança e começou a investir em comunidades online. Desse esforço surgiu a plataforma Nike+, que mudou a maneira de se fazer comunicação.

O Nike+ foi criado pela agência americana RGA e é mais que uma simples campanha, é a junção do hábito de correr com a música, feita através do iPod e dos tênis da Nike. É uma estratégia criada por uma agência digital que virou produto e impactou diretamente o negócio da Nike.

No Nike+ você programa seu treino através do iPod, e um sensor dentro do tênis recebe informações como o tempo restante de corrida e o progresso realizado. Ao término do treino, é possível sincronizar o iPod, e enviar os dados para o site, que os apresenta de forma lúdica e visual. Ali fica armazenado um histórico de desempenho com metas e resultados, e todas as informações podem ser compartilhadas.

Com isso, o site se tornou uma comunidade global de corredores que competem e trocam informações online. Basicamente, a Nike criou o maior clube de corrida do mundo, e para isso ela simplesmente aliou a tecnologia a um comportamento que já existia há mais de 30 anos.

Receita de sucesso

Depois do Nike+, agências e clientes perceberam o potencial existente no marketing digital para criar um engajamento duradouro com os consumidores.

Mas a empresa não parou por aí e continuou a investir em diversificar as possibilidades de conexão com seu público. Criou a comunidade Ballers Network focada em basquete e que contempla desde o streetball até a NBA.

Por último, veio o futebol. Como parte da campanha Take It to the Next Level, a Nike criou o Bootcamp, um programa de treinamento para os jovens que desejam se tornar jogadores profissionais.

Ampliação do foco

Esses três exemplos consolidaram a posição de liderança da empresa dentro do mercado de produtos esportivos, já que suas rivais diretas não possuem estratégias tão consistentes de engajamento.

Em contrapartida, existem milhões de consumidores que usam os produtos da Nike em seu cotidiano, independente de serem ou não esportistas. Elas possuem uma estreita ligação com a arte, a música e a cultura da cidade onde vivem.

Para suprir essa lacuna, a empresa acaba de lançar o aplicativo mobile Nike True City, por enquanto exclusivo para iPhone. No app, as seis cidades européias, Londres, Berlim, Milão, Amsterdã, Barcelona e Paris, são apresentadas com informações e dicas de pessoas que estão por dentro de tudo o que acontece de mais interessante na cena cultural, artística e social.

O True City pode ser alimentado por qualquer pessoa, e de tempos em tempos, a Nike identificará quais foram as que mais contribuíram para avaliar e melhorar o aplicativo. Essas pessoas farão parte do grupo Nike Insiders, uma espécie de clube composto por pessoas antenadas, criativas e descoladas que atuarão como parceiras da marca.

Engajamento superior

Com Nike True City, a marca renova o desafio de superação dos próprios limites, com que provocou os esportistas através da sua vitoriosa campanha Take It to the Next Level.

Sai de cena o lendário conceito aspiracional Just do it. E entram as experiências relevantes para o consumidor.

No cenário mais provável, a Nike ampliará a distância que a separa da concorrência e poderá deixar de batalhar para ser a simplesmente a melhor para tornar-se única em seu mercado e possuir como vantagem competitiva um nível superior de engajamento do consumidor.

Welcome, to the next level!

Postado por Caio Antunes

Essa entra pra série “Por que eu não pensei nisso?”

Tudo começou com alguns rumores espalhados pela internet, de que a agência espanhola Ruiz Nicoli Lineas (RNL) havia sido eleita Agência do Ano, pela Nielsen. A notícia ganhou veracidade quando a RNL comprou banners em portais de negócios e espaços nos maiores jornais e revistas e veiculou anúncios divulgando a notícia. De agência praticamente desconhecida, eles foram catapultados ao centro de uma polêmica – as pessoas começaram a questionar a veracidade do boato, a credibilidade do instituto e até chegaram a cogitar a possibilidade da agência ter comprado o prêmio.

A RNL então divulgou o site Nielsen Awards, e, para a surpresa de todos, eles não estavam mentindo. Foram realmente eleitos Agência do Ano, mas não pela Nielsen, instituto de pesquisa. Aí você se pergunta: ué, como assim?

Pois é…jogada de mestre!

O Nielsen da história era o Leslie, o ator. Esse mesmo, de Corra que a Polícia Vem Aí, Mr. Magoo, e outras comédias do gênero.

leslie_nielsen

Pode falar, sacada GE-NI-AL.

Os seis vídeos disponibilizados no site e no YouTube Channel foram vistos por mais de 15 mil pessoas em uma semana. A “pegadinha” foi o assunto da vez em diversos sites e até assunto de uma matéria na televisão, num dos programas noturnos de maior audiência da Espanha, o Buenafuente:

Além de dezenas de novos clientes, a RNL conquistou 80% de top of mind no seu target e cerca de 250 mil Euros em mídia espontânea. Mas espere! Tem mais! <polishop mode off> A agência acabou abocanhando um Leão de Bronze na categoria Promo, em Cannes.

O briefing era o seguinte: relançar a espanhola Ruiz Nicoli Lineas como uma agência de publicidade “top-notch” no mercado. Milhares de idéias devem ter pipocado pela mente dos criativos da agência, algumas boas, outras completamente piradas, outras ruins, como sempre acontece. O grande diferencial aqui foi a coragem de apostar e bancar uma das completamente piradas.

Postado por Jana Zen

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