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Então é isso. Todo esse tempo, eles viviam entre nós, escondendo sua verdadeira natureza, convivendo com mortais em segredo. Agora não mais. Há dois anos, os vampiros finalmente “saÃram do caixão”. Andam soltos entre nós, sem perigo, graças à Tru Blood, uma bebida cuja composição é sangue sintético, inventado (obviamente) pelos japoneses.
Se você ainda não sabe do que estou falando e está aà pensando “putz, endoidou”, não sabe o que está perdendo. A frase acima descreve True Blood, um seriado da HBO baseado nos livros escritos por Charlaine Harris, e idealizado e criado por Alan Ball (roteirista oscarizado de Beleza Americana e autor de Six Feet Under), que está atualmente no inÃcio de sua segunda temporada. Protagonizada por Anna Paquin e Stephen Moyer, a série é recheada de ótimos personagens e uma história intrigante, que faz você querer ver todos os episódios de uma vez só.
Mas como esse blog não é sobre TV, e sim sobre engajamento, vou falar sobre a fantástica campanha publicitária que True Blood vem fazendo, misturando a realidade da série com a nossa. Tudo começou na primeira temporada, com muitas ações para engajar blogueiros especializados em filmes de terror e o público assinante de revistas sobre o assunto. Desde essa época é mantido um blog, o BloodCopy, que se dedica a estudar e desvendar os mistérios e costumes dos vampiros. Durante a primeira temporada, o blog era mantido por um humano. Recentemente, o escritor foi “transformado” num vampiro, e escreve agora sobre suas experiências a partir desse novo ponto de vista.
No blog sempre são publicados posts que complementam as histórias contadas em cada episódio, além de conteúdo exclusivo, como novas histórias do universo do seriado e vÃdeos como esse trecho de The L.E.S., o primeiro seriado de TV a ter como personagem um vampiro:
Além do blog, True Blood fez parcerias com várias marcas famosas, para lançar peças publicitárias voltadas exclusivamente ao público sanguessuga. Mini, Harley Davidson e Gillette estão entre elas.





Outro anúncio legal que apareceu foi o 1-877-To-Bite-U, um tipo de “chat chat chatline” para quem quer conversar com vampiros e vampiras “reais, mortos e deliciosos”.
Update (achei no meu delicious!): Ainda em dating, temos também o LoveBitten, um site especializado em juntar humanos e vampiros. Os humanos com essa preferência mais vampiresca são chamados de fangbangers na série. O site é super divertido, com vários perfis criativos tanto de humanos, quanto de vampiros. E você pode criar o seu, se quiser encontrar sua cara-metade eterna.
Além disso tudo, temos é claro os clássicos anúncios da bebida revolucionária, Tru Blood:


E para os que são contra vampiros, a Fellowship of the Sun é pra vocês!
Bom, ainda tem muito conteúdo interessante produzido para a série. Infelizmente, não dá pra postar tudo aqui. O mais legal de tudo isso é como as pessoas realmente abraçam essa realidade alternativa. O blog tem inúmeros comentários, tanto de humanos quanto de “vampiros” e os vÃdeos do YouTube também geram bastante repercussão.
Enfim, toda a campanha é um prato cheio para os fãs do seriado, que se deliciam e se divertem com as experiências e também uma lição de como gerar mais envolvimento com o consumidor. Experience Marketing pra agência nenhuma botar defeito!
Para os interessados, True Blood passa na HBO Brasil todo domingo, Ã s 22h.
Vai um golinho de A+ aÃ?
Postado por Jana Zen
Na semana passada, na abertura do CMO Leadership Forum, Bill Pearce, VP e CMO da Del Monte Foods ofereceu 8 dicas de marketing para os tempos atuais, aka crise. Aproveitamos para fazer um paralelo com o nosso modo de pensar.
1. “Não reduza os gastos.”
Parece óbvio, mas não é! Tem gente que diz que “em time que está ganhando não se mexeâ€. Agora o que fazer quando o time está perdendo? Os corajosos aceitam o risco e lutam até o final. Já os perdedores tiram o time de campo e perdem por WO.
2. “Reavalie seu mercado.”
Há quem diga que as tendências no comportamento do consumidor têm se tornado difÃceis de prever. Talvez tenham se tornado mais complexas de prever, mas os rastros deixados pelas pessoas no ambiente online dizem muito sobre seus hábitos e aspirações. Você está de olho nisso?
3. “Identifique seus melhores mercados.”
“Melhores mercados†são aqueles onde, apesar da crise, ainda existe estabilidade e crescimento. Além de identificar seus melhores mercados, identifique seus “melhores mercadoresâ€. Quem são os evangelizadores da sua marca? Você já está trabalhando em colaboração com essas pessoas?
4. “Faça sua lição de casa.”
Quem são os consumidores mais lucrativos? Quais são as tendências de consumo emergentes? Quais são os veÃculos de marketing e vendas mais efetivos?
Você tem o que você mede. É fundamental estabelecer métricas de performance para tudo o que você faz e principalmente, linkar essas métricas de performance “locais†às suas métricas de marketing.
5. “A comunicação de valor não é sempre baseada no preço mais baixo.”
O que motiva os consumidores de hoje? E o que eles estão mais valorizando nas marcas? Foque no benefÃcio percebido.
6. “Mantenha a gestão contÃnua.”
Apresente sempre resultados e métricas que justifiquem a elevação dos orçamentos. CMOs precisam trabalhar próximos do CEO e do CFO, para que eles enxerguem valor no aumento do budget. O CFO é o dono do dinheiro e o CEO está geralmente a serviço dos acionistas. Se você for agência ou veÃculo, pense em como justificar a sua ação ou seu espaço de uma maneira que o top management do seu cliente ou prospect não só entenda, mas queira entender.
7. “Invista no futuro.”
Não descarte novas idéias que funcionem, pois a economia voltará a crescer. Faça o que os bons investidores fazem: quando o mercado está de mãos fechadas e em pânico, compre tudo. Quando todo mundo estiver comprando, venda o que você tem, lá no alto. “O diabo pega o último da fila.â€
8. “Converta a crise em oportunidade.”
É uma boa hora para renovar a estratégia, e ajustá-la às novas formas de comprar dos consumidores. Enquanto os outros cortam investimentos e abandonam terrenos, avance e conquiste os nichos negligenciados.
E mais engajamento só pode ajudar.
Nesse cenário de oportunidades existem empresas que se assustam com as possÃveis implicações de adotar social media como canal para interagir com os consumidores. Focam muito na atual turbulência econômica e não pensam em longo prazo.
As empresas que se encontrarem preparadas para esse novo cenário estarão prestes a vivenciar uma experiência com resultados surpreendentes. Fica por conta de cada uma decidir se vai se posicionar como inovadora em seu ambiente competitivo ou permitir que algum concorrente se aproveite dessa situação e deixe todos comendo poeira.
Postado por Bruno Ancona Lopes
