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A vantagem de quem está ligado

Os consumidores estão por toda parte falando sobre marcas e produtos. Nas redes sociais, os mais populares podem espalhar suas dicas e opiniões de forma massiva e instantânea. Enquanto outros, mesmo com uma audiência pequena, podem gerar um impacto ainda maior pela influência e ressonância na rede de contatos.

Nos últimos anos, através de inúmeros cases e da própria experiência, os profissionais de marketing perceberam que, em função do conteúdo e da propagação das conversas, o efeito pode ser extremamente edificante ou devastador, já que nunca se sabe o real alcance da influência de um consumidor. Adquiriram consciência do quanto é fundamental conhecer quem está falando e quais os sentimentos positivos e negativos. E estar sempre preparados para, independente do que seja dito e do tom da conversa, tirar o máximo proveito de cada oportunidade, identificando reações, corrigindo falhas e explorando melhor as vantagens competitivas. E, assim, potencializar a atuação do marketing e maximizar os seus efeitos.

Engajamento requer experiência sob medida…

Não existe um manual com estratégias e táticas universais, que ensine os ‘melhores lances ou jogadas’ para envolver o consumidor com qualquer negócio e em qualquer circunstância. Pelo contrário, o engajamento autêntico decorre da experiência personalizada proporcionada pela marca ao consumidor, em clima de credibilidade e confiança. A fórmula deve combinar ingredientes de modo a gerar o balanceamento ideal de lógica e emoção, e a intensidade do engajamento dependerá do quanto a experiência venha a se tornar marcante e inesquecível para um determinado grupo de pessoas ou para um indivíduo em particular.

… e também humanização do negócio

Para percorrer o caminho até o engajamento, Jay Baer e Amber Naslund definiram um processo com 5 estágios, que batizaram de Estrada da Humanização do Negócio.

Os estágios são:

1) Ignorar as demandas do consumidor por interação (na realidade, um pré-estágio).

2) Monitorar e analisar o que está sendo falado (Listening), para avaliar os efeitos sobre a percepção da marca.

3) Responder perguntas específicas e agradecer menções positivas, oferecendo informações complementares e apoio.

4) Participar, criando conteúdo e se comunicando com o consumidor sobre assuntos do interesse dele, relacionados ou não com a marca.

5) Contar histórias sobre a empresa e pessoas que fazem parte do seu dia-a-dia dentro ou fora dela, com a utilização de múltiplos formatos para comunicação,  de modo a tornar mais envolvente a interação com a audiência para tratamento de questões relevantes, na direção da substituição do marketing pelo engajamento.

A magia do storytelling no branding

As pessoas gostam de ouvir boas histórias. E têm prazer em compartilhá-las com a sua rede de relacionamentos.

A arte de contar histórias está em usar a criatividade para atrair a atenção da audiência de modo natural e não-invasivo. Consiste em explorar os pontos de afinidade no contexto, para que haja empatia na interação. E, com isso, gerar sinergia para alcançar os objetivos.

A Storybeats produziu recentemente esta apresentação, para demonstrar que storytelling pode melhorar projetos digitais. Eles afirmam: “Histórias são a essência da experiência humana. Histórias nos dão contexto, e o contexto nos ajuda a entender as coisas. Histórias inspiram e motivam as pessoas a agir. E histórias têm provado o seu valor em todos os tipos de atividade humana.”

O avanço do mobile, das tecnologias interativas e do marketing cross-channel fez do storytelling o recurso mais efetivo para, ao mesmo tempo, construir a imagem da marca e engajar o consumidor multicanal.

Comece a contar histórias. Com alguma inspiração e prática, você poderá desenvolver o seu próprio estilo e se tornar um grande storyteller. Experimente!

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Postado por Umberto Ramiz

Na prática, o que significa engajamento, para a sua marca?

Ou trocando em miúdos, para tornar mais objetiva a questão e facilitar o seu entendimento, você já tem respostas para as seguintes perguntas:

1) Qual é o perfil do seu consumidor potencial? Quais são os valores, necessidades, desejos e interesses dele?

2) Considerado o perfil, que fatores são significativos para que o consumidor se identifique com a sua marca?

3) Quais desses fatores podem vir a ser alvo de ações da sua marca orientadas à persuasão do consumidor? E que resultados se poderiam esperar?

4) De que modo todas essas constatações podem influenciar a estratégia de relacionamento entre a sua marca o consumidor, de modo a obter engajamento?

E só para complicar…

Imagine se, à primeira vista, a sua marca ou produto não fosse a opção mais atrativa para o consumidor.

“I Want You!” não funciona mais

Um bom exemplo, que vale a pena ser analisado a partir dos questionamentos acima é o do exército. Antigamente, a carreira militar era vista com bons olhos pelos jovens. É comum conhecermos alguém mais velho que serviu o exército. Eles tomavam essa decisão influenciados por histórias de batalhas, heróis de guerra, filmes épicos e toda a mística que envolvia a carreira militar.

Com o tempo, discursos como os dos vídeos acima perderam força, e a opção do exército foi sendo deixada de lado pelos mais jovens. Além disso, aspectos controvertidos do envolvimento das forças armadas na história de diversos países nas últimas décadas, incluindo a falta de consenso sobre a participação em guerras e elevadas perdas de vidas humanas, contribui para a maior dificuldade em convencer hoje um garoto de 18 anos de que o exército seja uma boa carreira.

A fim de que um jovem sinta motivação real para servir o exército da sua pátria, ele tem que conhecer o funcionamento da instituição. E, o mais importante, precisa se identificar com o propósito, e sentir que lá é o lugar perfeito para a concretização dos seus próprios ideais.

Ou seja, é fundamental que se estabeleçam as bases para um forte envolvimento mútuo.

Novas armas são precisas

Exércitos de muitos países perceberam isso e, inspirados na onda dos jogos de guerra e estratégia, lançaram plataformas de presença online que contam com games de última geração e diversos conteúdos interativos relacionados. Tudo isso para criar uma relação baseada na credibilidade, na verdade e na persuasão.

O maior exemplo disso é o US Army, como se poderia imaginar. O canal deles no YouTube tem mais de dois mil vídeos, e o site oficial é recheado de interações e features que prendem o usuário dentro do universo militar. Existe até o jogo oficial do exército americano. Chamado de America’s Army, o jogo transporta você para a pele de um soldado que encara todas as fases de um treinamento militar real.

Outro belo exemplo são os sites das forças armadas suecas. Desde 2008, a agência DDB, de Estocolmo, na Suécia, cria páginas que abusam da interatividade. Através de testes de atenção, concentração e inteligência, o usuário descobre e avalia as suas aptidões para a carreira militar. O site a cada ano que passa se torna ainda mais completo e estimulante.

Interatividade até debaixo d’água

Já a marinha australiana, para incentivar o alistamento, criou um site interativo onde o visitante conhece o funcionamento de um submarino e pode realizar tarefas e provas que simulam com veracidade um dia-a-dia a bordo.

O site We Choose The Moon segue essa mesma linha. Lançado no ano passado para celebrar os 40 anos da viagem da Apollo 11 à Lua, o site foi considerado pelo FWA o melhor de 2009 e atraiu milhões de pessoas que acompanharam a simulação dos 11 estágios da missão através de fotos, filmes e depoimentos em áudio disponibilizados pela NASA.

O projeto que foi uma iniciativa do Museu e Biblioteca John F. Kennedy ainda utilizou o Twitter e o Facebook para interagir com os internautas.

Acerte o seu tiro bem no alvo

Converter jovens em soldados, astronautas ou oficiais da marinha é provavelmente um desafio maior do que conquistar consumidores para a sua marca. Os sites apresentados evidenciam que estratégias de engajamento digital devem levar em conta os conhecimentos, pensamentos, emoções, sonhos, motivações e objetivos, que influenciam as decisões no ambiente online.

Portanto, busque sempre conhecer a fundo as pessoas com quem você está lidando, e a partir dessas constatações ficará mais fácil criar experiências interativas marcantes, que sejam instrumentos de persuasão efetivos, e se tornem uma arma poderosa para aumentar a confiança e obter o engajamento do consumidor.

Postado por Caio Antunes

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