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O Dr. Dave Chaffey é o CEO e co-fundador do Smart Insights, um portal de consultoria de marketing digital que provê aconselhamento e software para ajudar os negócios a ter sucesso online. Ele é autor de 5 livros entre os mais vendidos sobre E-commerce, incluindo Internet Marketing: Estratégia, Implementação e Prática, e foi reconhecido como um dos 50 ‘gurus’ de marketing no mundo que moldaram o futuro do Marketing.
1) Nós, como você, acreditamos na estratégia de conteúdo como um driver fundamental para o engajamento do consumidor. Quais são os passos mais importantes para definir a estratégia de conteúdo, na sua opinião?
Comece analisando quanto o seu conteúdo é efetivo atualmente. Primeiro, use o Google Analytics para examinar qual conteúdo atrai mais visitas (via SEO) e gera melhores conversões, e então use uma ferramenta de feedback ou pesquisa, para saber a opinião dos seus consumidores sobre o que é relevante e o que não é.
Uma dica aqui é usar o Advanced Segments no Google, para identificar qual conteúdo é popular entre os visitantes de primeira viagem e os visitantes frequentes.
A seguir, vem a identificação do valor potencial do conteúdo – como fazer a diferença, quando já existe tanto conteúdo com qualidade? Isso requer benchmarking, com uso do Twitter Advanced Search, Delicious ou Google Blog Search, para ver qual conteúdo a sua audiência gosta de compartilhar.
E, ao final, já que dar suporte a múltiplos canais sociais consome tempo demais, encontre um meio de automatizar com ferramentas especializadas (veja diagrama), e deixe a manutenção pessoal só para os canais prioritários.
2) Quais serão as mais importantes tendências do marketing digital em 2011?
Fiz uma tentativa de destacar 11 tendências que considero importantes para 2011 – veja 2011 digital marketing trends. É difícil reduzir as possibilidades e todas estão em evolução. Muitos dizem que aplicativos mobile ou mídias sociais serão a tendência principal, mas penso que haverá um enfoque no básico, com as empresas se concentrando nos fatores centrais de sucesso da estratégia de conteúdo, otimização da mensagem e trajetória no website, e estratégias de email marketing automatizadas ou comportamentais.
3) Como as empresas deveriam integrar os seus canais de comunicação? Você vê uma disputa de poder entre agências tradicionais e agências digitais? Quem, na sua opinião, deveria determinar a estratégia de comunicação cross-channel?
Existe nos livros um mnemônico para integração – os 4Cs de:
- Coerência – deve ser conectado logicamente a outras comunicações
- Consistência – deve haver concordância das diferentes mensagens com o tema da campanha e entre si
- Continuidade – deve ser conectado e consistente através do tempo, e a arte e a redação ter aderência em relação à identidade da marca definida
- Complementaridade – pode-se construir sinergia, se as comunicações derem reforço umas às outras
Usar agencias tradicionais full-service pode ajudar a lidar com isso, mas o problema é que muitas não têm capacidade para tirar o máximo proveito dos canais sociais, e com freqüência cabe ao cliente conseguir que as agências tradicional e digital trabalhem juntas. Vale a pena acrescentar que os diferentes canais digitais e sociais – como web, email, Twitter, Facebook, LinkedIn – têm diferentes audiências com diferentes preferências em função da plataforma. Então, apesar da integração, o tipo de comunicação deve ser diferente para se adequar à plataforma.
4) O mobile está bombando. Os smartphones e os tablets estão por toda parte. Como as empresas podem se beneficiar disso, agora?
O mobile está bombando, com certeza. Creio que no Reino Unido, 2010 finalmente foi “o ano do mobile” e em muitos outros países também. Penso que as maiores oportunidades estão nos mobile apps, já que muitos smartphones agora suportam sites bem projetados. Então as melhores oportunidades para engajar a sua audiência e ganhar uma vantagem sobre os competidores estão na análise da sua estratégia de aplicativos. Neste post sobre oportunidades de marketing dos mobile apps, eu analiso as opções.
Uma questão fundamental é: Construir o próprio app e/ou impulsionar apps existentes? Criar um app é apenas uma das opções de marketing – as opções de propaganda e patrocínio podem ser métodos mais efetivos em relação ao custo, para construir reach e awareness de uma marca. Um exemplo de patrocínio bem ajustado é o da Canon para o excelente app de fotografia Guardian Eyewitness. Existe também a nova propaganda in-app, incluindo iAds da Apple e equivalentes da Google Adsense (que se tornaram possíveis pela aquisição da rede AdMob), embora este último seja só para as maiores marcas.
5) Social, mobile, busca, display ads, email… Como integramos e medimos tudo? Quais ferramentas e plataformas você recomenda para um programa de analytics integrado?
Penso que esta é a mais fácil das questões, já que tantas empresas usam o Google Analytics agora, mas com freqüência não o configuram para rastrear os diferentes canais. Veja este post que escrevi para explicar o melhor modo de configurar o rastreamento de uma campanha no Google Analytics.
Para quem ainda não estiver informado, indico também a Google Analytics App Gallery – há algumas ferramentas excelentes ali para integrar Analytics com Excel, e fazer painéis de instrumentos para medir desempenho com mais facilidade.
Espero que as minhas dicas ajudem – e o melhor para o seu marketing online em 2011!
Postado por Bruno Ancona Lopes
Uma frase, atribuída a Brian Solis, tem se tornado popular:
O teor provocativo serviu de gancho para uma entrevista por Michael Stelzner, publicada ontem na sua revista online Social Media Examiner.
If you don’t engage, you’ll really die?
Indagado sobre o exato significado, Brian revela que o slogan foi criado em 2007, em meio à inspiração para escrever o Social Media Manifesto, que originou o seu livro mais vendido, Engage!
Após explicar o significado no contexto da revolução social dos negócios, ele explora as consequências de não engajar. E esclarece que o sentido da expressão não é necessariamente morte. É um alerta, às marcas, de que existe uma oportunidade única a ser encarada com seriedade para não ser perdida.
Apesar disso, assegura que a frase, que antes soava como exagero, hoje parece muito mais natural do que há três anos. E se tornou um mantra do ‘social business’.
As possibilidades da geolocalização
Brian também analisa o potencial de múltiplas plataformas e ferramentas de geolocalização para construir engajamento, com capacidade de gerar conversões a longo prazo.
A íntegra da entrevista pode ser conferida neste vídeo:
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