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“Os Caras do Twitter” (The Twitter Guys) – Biz Stone, Evan Williams e Jack Dorsey – encabeçam a lista de The 2009 Time 100, na categoria “Builders & Titans”, que está sendo divulgada pela revista Time e relaciona as pessoas mais influentes, por sua excepcional importância e reputação no mundo.

Os caras mudaram o mundo. Mesmo.
Em artigo escrito para a Time, Ashton Kutcher – que já ultrapassou a marca de 1 milhão e 600 mil seguidores, apenas 20 dias depois de ter alcançado 1 milhão – observa que “a criação do Twitter representa uma mudança de paradigma tão significativa quanto a invenção do telégrafo, telefone, rádio, televisão ou computador pessoal”.
Mesmo que à primeira vista a afirmação de Kutcher pareça exagerada, não é descabida.
“Só o recheio, por favor.”
Com o limite de 140 caracteres, a atenção no Twitter é focada ao essencial das mensagens, que se tornam mais objetivas, permitindo a melhor filtragem, absorção, processamento e retenção de conteúdo.
Adapte-se ou morra. Daí… adapte-se de novo!
Num ambiente em acelerada transformação, no qual a fidelidade dos clientes tende a se tornar efêmera, já se permite prognosticar que o sucesso dos empreendimentos dependerá da efetividade de individuos e organizações em dar e obter atenção. Ganha quem tiver capacidade de compreender a evolução das expectativas do consumidor, responder com rapidez às tendências e antecipar-se às mudanças estruturais de um mercado cada vez mais dinâmico.
A moeda que movimentará a nova “Economia da Atenção” já não será o dinheiro, mas a atenção capaz de gerá-lo, otimizada segundo parâmetros mais qualitativos do que quantitativos.
Muito mais do que isso, a liderança em top of mind dependerá da habilidade em construir com os clientes um clima de confiança mútua, propício para que estes se tornem parceiros na criação e viabilização de novas soluções e produtos. É nesse âmbito que o Twitter ganha destaque dentre as outras ferramentas de comunicação existentes.
Converse. No mínimo, observe. Mas não ignore.
Há um constante debate sobre os aspectos positivos e negativos de se ter marcas dentro do Twitter. Muitos dizem que marcas não deveriam usar o serviço, pois é uma ferramenta conversacional, de pessoas falando com pessoas, não de marcas transmitindo mensagens uni-dimensionais. Outros dizem que marcas deveriam se envolver com a ferramenta pois ela é 100% opt-in – ou seja, as pessoas escolhem quem querem seguir. Ainda vão mais além, afirmando que parte do grande atrativo do Twitter para as marcas é a receptividade dos usuários, que de fato escolhem segui-las, se engajar e participar das discussões.
Quer dançar? Algumas dicas:
Não importa se você se identifica como @FordCustService ou como @ScottMonty, gerente de Social Media da Ford. A chave para o sucesso no Twitter é o conteúdo. Portanto, uma vez dentro, o que fazer?
1. Engaje seus followers: Socialmedia é uma avenida de duas mãos. As pessoas gostam de receber atenção exclusiva, de sentir que você realmente está interessado e focado no que elas estão dizendo. Replies e Direct Messages são uma ótima maneira de conversar com as pessoas. Use-as.
2. Agregue valor: Além de twittar sobre promoções, produtos e serviços que você oferece, mande informações que as pessoas considerem relevantes, sem fugir do assunto. Por exemplo, uma companhia aérea como a @JetBlue pode twittar sobre preços de passagens e promoções, e também sobre dicas de viagens, blogs com dicas de lugares para se visitar, etc. As possibilidades são infinitas!
3. Não use robôs para seguir as pessoas aleatoriamente: Procure no twittersearch por usuários que já citaram sua marca em algum tweet. Ser um agressive follower e sair seguindo todo mundo sem critérios é muito mal visto.
4. Siga as pessoas que te seguem: Um usuário que procurou pela sua marca e apertou o “follow” é uma pessoa interessada na marca, que quer saber de novidades e informações. É simpático que uma empresa siga quem a segue. Até o @BarackObama faz isso.
5. Monitore conversas: O Twitter é uma ótima maneira de receber feedback sobre sua marca, sem pagar por pesquisas infinitas. Procure saber o que as pessoas estão falando sobre sua marca, pois as notícias se espalham muito rápido no twitter. Um bom exemplo disso é o caso da Amazon, que tem uma tag exclusiva no Twitter, a #amazonfail. Outro exemplo foi o recente caso da Pizzaria Domino’s e os vídeos terríveis que se espalharam pela web, inclusive pelo Twitter. Para tentar controlar o buzz negativo, criaram a conta @dpzinfo. Conheça também o Twazzup – é excelente para monitorar palavras chave, influenciadores e tendências.
Fica a pergunta que não quer calar: será que “os caras do Twitter” tinham noção do seu potencial quando o criaram? É bastante discutível… mas nem por isso eles deixam de ser OS CARAS!
Postado por Bruno Ancona Lopes

Não é novidade nenhuma que a social web deu voz para todos. Cada pessoa é uma nova mídia de duas mãos, com seus amigos reais, virtuais e followers acompanhando cada update que é feito nas redes sociais que participam. Isso sem falar nos transeuntes, que navegam sem destino por perfis, blogs, twitters e etc, sem saber ao certo o que procuram, só pra ver no que vai dar.
Você pode ter ouvido falar sobre o Número de Dunbar, que define um limite teórico de que uma pessoa é capaz de manter 150 relações sociais estáveis. Ou seja, só assim a pessoa realmente é capaz de conhecer cada membro do seu grupo e como cada um destes membros se relaciona com as outras pessoas do mesmo grupo.
É justo considerar que as plataformas criadas nos últimos anos, em especial Orkut, Facebook e Twitter, auxiliam na organização das relações e das informações relevantes sobre as pessoas, mas será que essa capacidade se multiplicou por 10, 20, 30? Dificilmente.
É quase trivial encontrar pessoas que seguem mais de 1000 perfis no Twitter. A @BritneySpears, que acabou de perder a corrida para ser o primeiro perfil a atingir um milhão de followers (vitória do Ashton Kutcher, aka @aplusk), é um exemplo extremo: além de dar shows, entrevistas e viver on the fast lane, segue mais de 225.000 perfis – Mas será que segue mesmo? Se sim, quero a receita – afinal, saber o que 225.000 pessoas estão pensando em real time é o mais próximo da onisciência que eu consigo imaginar. Ainda bem que o Twitter está lutando contra a adição em massa de usuários pra tentar evitar essa guerra por seguidores.
Tem muita gente (e mais vindo aí!) fazendo 5, 10, 20…50 tweets num dia. A pergunta de um milhão de dólares é: Como fazer pra ouvir todo mundo, nessa freqüência tão grande, e ainda assim conseguir viver, trabalhar, sair de casa pra curtir os amigos ou pegar um cineminha?
Das duas uma: ou ninguém está vivendo, ou ninguém está ouvindo!
Os benefícios da social media são inegáveis. Pessoas, empresas e governos lutam por sua presença na statusfera, numa corrida alucinada para se tornar o mais rico na economia da atenção. O risco é de vivermos uma nova bolha, onde depois de acompanhar milhares e milhares de updates, pessoas notem que pouquíssimos foram realmente úteis, e que o tempo gasto na tentativa de absorção de uma massa enorme de informação nunca vai ser recuperado. Seria praticamente a volta da era da interrupção, mas agora com muito mais gente fazendo broadcasting, ao invés de conversando.
Mas calma, não precisamos jogar o computador, celular, contas em serviços 2.0 e RSS reader pela janela. O negócio é buscarmos ser cada vez mais relevantes para nossos amigos, followers, FoFs (friends of friends) e transeuntes, e ao mesmo tempo sermos mais criteriosos na hora de determinar em quem vamos “investir nossa atenção”, acompanhando apenas quem, de fato, impacta positivamente nossa vida. A natureza foi muito sábia ao nos dar uma boca e dois ouvidos.
Postado por Bruno Ancona Lopes
