Posts com a Tag ‘criatividade’

O lançamento do The Daily, concebido por Rupert Murdoch e Steve Jobs, finalmente aconteceu. Por $0.99 USD semanais, ou $39.99 anuais, e direito a um test-drive de duas semanas, o periódico chegou com a missão de conquistar a audiência dos usuários do iPad.

Com mais de 17 milhões de tablets vendidas em 2010, e a expectativa de ultrapassar os 50 milhões de aparelhos em circulação antes do final de 2011, o segmento dos usuários de iPad tem características únicas que fazem dele o target ideal de inúmeras marcas para divulgar os produtos ou serviços.

Se 1% dos donos de iPad se tornar assinante do The Daily, o faturamento gerado só com a venda das edições será superior a $20 bilhões de dólares anuais, valor pequeno diante do alto potencial das ramificações do negócio. Para ilustrar, a edição inicial teve como anunciantes Verizon, HBO, Macy’s, Pepsi, Virgin Atlantic e Land Rover, junto à animação ‘Rango’ com Johnny Depp. Além disso, há a perspectiva da adaptação do aplicativo a sistemas operacionais utilizados pelas tablets concorrentes ao iPad, para ampliar o acesso ao jornal.

O valor da informação

Até o final do século XX, a informação tinha um valor econômico muito elevado, e dava poder aos que conseguiam obtê-la com facilidade e rapidez nas melhores fontes. O avanço da web popularizou o que antes era privilégio de minorias, e as pessoas foram deixando de comprar jornais para saber as notícias.

Com uma visão clara e vítima do impacto desse fenômeno, Murdoch projeta: “O propósito do The Daily é alcançar uma audiência que há muito tempo abandonou o noticiário dos jornais tradicionais e da TV, e passou a consumir conteúdo na internet em pequenos bocados preparados ao seu gosto. Essas pessoas são um segmento crescente da população, com hábitos sofisticados, e que demandam conteúdo adequado aos seus interesses específicos, a qualquer hora e lugar.”

Content is king…

Avaliando a questão de outra perspectiva, Edward De Bono confirma: “A informação está se tornando ‘commodity’, na medida que mais e mais informação está disponível para mais e mais pessoas.â€Â  E acrescenta que “depende da criatividade projetar novos valores para a informação”.

É preciso criatividade para desenvolver um projeto de comunicação sob medida para alcançar e atrair a atenção de uma audiência, e aumentar a utilidade e o valor do conteúdo a ela apresentado. Essa é a função de ‘curating’, situada no topo da Pirâmide do Engajamento do Altimeter e acima da produção de conteúdo, evidenciando a menor representatividade numérica e sugerindo a maior importância de quem provê contexto ao conteúdo em comparação com quem o gera. Segundo Robert Scoble: “O ‘curator’ é um químico da informação. Ele mistura os átomos de modo a construir uma info-molécula. Então adiciona valor àquela molécula.â€

Em The Daily, de modo similar, as histórias enfileiradas pelo app em um carrossel ganham vida e são moldadas em função dos interesses de cada leitor em particular, conforme este seleciona e explora recursos em múltiplos formatos relacionados com o tema. Os recursos multimídia incluem textos originais redigidos por seleta equipe de jornalistas, fotografias em 360º com slideshow, som e vídeo de alta definição, tabelas e gráficos interativos. E o aplicativo possibilita colecionar artigos para leitura ou consulta posterior.

… e continuará sendo?

Por essa razão, Murdoch conclui: “O sucesso de The Daily será determinado por sua utilidade e originalidade. Nós cremos que ele será o modelo de como as  notícias serão criadas e consumidasâ€.

Estaria a comunicação se tornando mais importante que o conteúdo? Qual é a sua opinião?

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Postado por Umberto Ramiz

A vantagem de quem está ligado

Os consumidores estão por toda parte falando sobre marcas e produtos. Nas redes sociais, os mais populares podem espalhar suas dicas e opiniões de forma massiva e instantânea. Enquanto outros, mesmo com uma audiência pequena, podem gerar um impacto ainda maior pela influência e ressonância na rede de contatos.

Nos últimos anos, através de inúmeros cases e da própria experiência, os profissionais de marketing perceberam que, em função do conteúdo e da propagação das conversas, o efeito pode ser extremamente edificante ou devastador, já que nunca se sabe o real alcance da influência de um consumidor. Adquiriram consciência do quanto é fundamental conhecer quem está falando e quais os sentimentos positivos e negativos. E estar sempre preparados para, independente do que seja dito e do tom da conversa, tirar o máximo proveito de cada oportunidade, identificando reações, corrigindo falhas e explorando melhor as vantagens competitivas. E, assim, potencializar a atuação do marketing e maximizar os seus efeitos.

Engajamento requer experiência sob medida…

Não existe um manual com estratégias e táticas universais, que ensine os ‘melhores lances ou jogadas’ para envolver o consumidor com qualquer negócio e em qualquer circunstância. Pelo contrário, o engajamento autêntico decorre da experiência personalizada proporcionada pela marca ao consumidor, em clima de credibilidade e confiança. A fórmula deve combinar ingredientes de modo a gerar o balanceamento ideal de lógica e emoção, e a intensidade do engajamento dependerá do quanto a experiência venha a se tornar marcante e inesquecível para um determinado grupo de pessoas ou para um indivíduo em particular.

… e também humanização do negócio

Para percorrer o caminho até o engajamento, Jay Baer e Amber Naslund definiram um processo com 5 estágios, que batizaram de Estrada da Humanização do Negócio.

Os estágios são:

1) Ignorar as demandas do consumidor por interação (na realidade, um pré-estágio).

2) Monitorar e analisar o que está sendo falado (Listening), para avaliar os efeitos sobre a percepção da marca.

3) Responder perguntas específicas e agradecer menções positivas, oferecendo informações complementares e apoio.

4) Participar, criando conteúdo e se comunicando com o consumidor sobre assuntos do interesse dele, relacionados ou não com a marca.

5) Contar histórias sobre a empresa e pessoas que fazem parte do seu dia-a-dia dentro ou fora dela, com a utilização de múltiplos formatos para comunicação,  de modo a tornar mais envolvente a interação com a audiência para tratamento de questões relevantes, na direção da substituição do marketing pelo engajamento.

A magia do storytelling no branding

As pessoas gostam de ouvir boas histórias. E têm prazer em compartilhá-las com a sua rede de relacionamentos.

A arte de contar histórias está em usar a criatividade para atrair a atenção da audiência de modo natural e não-invasivo. Consiste em explorar os pontos de afinidade no contexto, para que haja empatia na interação. E, com isso, gerar sinergia para alcançar os objetivos.

A Storybeats produziu recentemente esta apresentação, para demonstrar que storytelling pode melhorar projetos digitais. Eles afirmam: “Histórias são a essência da experiência humana. Histórias nos dão contexto, e o contexto nos ajuda a entender as coisas. Histórias inspiram e motivam as pessoas a agir. E histórias têm provado o seu valor em todos os tipos de atividade humana.”

O avanço do mobile, das tecnologias interativas e do marketing cross-channel fez do storytelling o recurso mais efetivo para, ao mesmo tempo, construir a imagem da marca e engajar o consumidor multicanal.

Comece a contar histórias. Com alguma inspiração e prática, você poderá desenvolver o seu próprio estilo e se tornar um grande storyteller. Experimente!

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Postado por Umberto Ramiz

OpenIDEO é uma rede social para pensadores criativos, recém-lançada pela IDEO, empresa líder mundial em design para inovação – que tem entre seus clientes 3M, HP, Microsoft, Pepsi, Procter & Gamble e Samsung – com o propósito de gerar de idéias, visando a superação de desafios públicos para o bem social.

O lema Onde as pessoas projetam melhor, juntas reflete a crença de que o crowdsourcing pode produzir a sinergia capaz de multiplicar o resultado dos esforços individuais, tornando OpenIDEO um lugar onde boas idéias têm oportunidade de ser geradas e implementadas para solucionar complexas questões com alcance mundial ou regional.

OpenIDEO Process

1+1=3

Para obter a sinergia necessária à superação dos desafios, e conseguir melhoria efetiva da qualidade de vida em âmbito mundial ou regional, OpenIDEO depende da colaboração de equipes multidisciplinares, compostas de especialistas, veteranos ou calouros, em diversas áreas de conhecimento e atividade profissional.

Abre espaço também para participantes não qualificados como designers profissionais, incluindo idealistas e críticos, e até curiosos e palpiteiros, capazes de contribuir com visões alternativas melhor identificadas com a perspectiva do cidadão comum.

Para máxima qualidade dos resultados, a diversidade deve ser não apenas de formação e experiência, mas também de estilo. A razão é que o processo criativo requer capacitações e habilidades complementares, para integrar a visão geral com a das partes, antecipar as implicações no curto e longo prazo, e definir as ações requeridas para implementação.

Princípios do OpenIDEO

Com o objetivo de assegurar condições favoráveis à superação dos desafios, cinco princípios foram estabelecidos para caracterizar a atitude requerida dos participantes na comunidade:

Princípio #1: Inclusiva

Reconhecer e possibilitar a participação multidisciplinar em diversos níveis, de modo a permitir qualquer contribuição, grande ou pequena, e que todos se sintam parte do processo criativo.

Princípio #2: Centrada na comunidade

Cooperar para um ambiente vibrante, favorável à inspiração, em que todos tenham confiança que farão a diferença.

Princípio #3: Colaborativa

Promover o trabalho em equipe, reconhecendo as diversas funções requeridas no processo de design. Criar uma atmosfera propícia à construção de idéias, com a colaboração acima da competição.

Princípio #4: Otimista

Ser confiante. Nunca se sabe quando uma idéia absurda possibilitaria chegar mais próximo de uma solução viável.

Princípio #5: Sempre em beta

Projetar para melhoria contínua da comunidade, da plataforma e dos princípios.

Como a magia acontece?

O processo utilizado, ‘design thinking’, tem por finalidade encontrar alternativas de solução centradas nas pessoas, culminando com a escolha daquela que melhor combine os requisitos de ser desejável do ponto de vista humano, executável quanto à tecnologia, e economicamente viável.

O início do projeto ocorre com a publicação de um desafio no site, e os períodos de desenvolvimento das três etapas: inspiração, conceituação e avaliação.

A partir daí, os membros da comunidade passam a enviar contribuições para as diversas fases, incluindo esboços de idéias, material audiovisual, comentários e sugestões às contribuições de outros participantes, ou qualquer outro tipo de colaboração ao projeto.

A contribuição de cada participante é medida pelo ‘design quotient’, que toma por referência quatro critérios, correspondentes às três etapas do processo criativo mais a colaboração com os demais participantes. Ao mensurar os graus de participação em cada etapa e de colaboração, o ‘design quotient’ identifica o estilo dos colaboradores.

Atuais desafios

Os desafios sociais que neste momento estão sendo enfrentados na OpenIDEO são:

- Alimentação: Como se poderia elevar a consciência das crianças quanto aos benefícios dos alimentos frescos, para que elas possam fazer melhores escolhas?

- Educação: Como se poderia aumentar a disponibilidade de ferramentas e serviços de aprendizado, para estudantes no mundo em desenvolvimento?

‘Crowdsourcing innovation’ e engajamento

Ao verificar se está fazendo a escolha certa entre as marcas que oferecem os produtos que utiliza, o consumidor considera, além do próprio produto, uma matriz de fatores que refletem a imagem da marca, onde se destacam: experiência do consumidor, relacionamento com clientes, ética, sustentabilidade  e contribuição social.

Nesse contexto, é incontestável a importância da co-criação para o engajamento, em especial para programas de advocacy, com propósito social ou não.

A iniciativa de OpenIDEO, expandida para as redes Facebook e Twitter,  soma-se a casos anteriores de uso de ‘crowdsourcing innovation’, com forte impacto sobre o engajamento entre o consumidor e a marca.

Entre eles, sobressai o do Pepsi Refresh Project, onde se observa que o interesse em contribuir com causas sociais potencializa, através do alto engajamento, os resultados orientados para o interesse privado.

Pepsi - Together We're Going To Do A Lot Of Good

Outras campanhas, como My Starbucks Idea, apesar da ausência do apelo social, encontram alta ressonância, pela qualidade do relacionamento e intensidade da experiência do consumidor com a marca.

My Idea Starbucks

Grandes idéias precisam ser despertadas

Estaria a próxima grande idéia da sua marca prestes a brotar na sua cabeça? Ou estaria ela adormecida na cabeça de algum fã? Se for assim, ele pode estar sonhando com a chance de contar isso a você.

Enquanto nada acontece para encurtar esse caminho, o risco é que a sua melhor oportunidade caia no esquecimento, ou nas mãos do concorrente.

Pense nisso!

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Pepsi Aposta Alto em Sustentabilidade e Engajamento

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Se você já viveu ou conhece alguma experiência significativa sobre o tema deste post, utilize este espaço para compartilhar as suas idéias. É para isso que ele existe.

E elas poderão, assim, se tornar o embrião de um dos próximos posts do blog da Foreplay.

Postado por Umberto Ramiz

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