Recentemente vimos a Apple superar o Google como marca mais valiosa do mundo. Ultrapassou a marca dos US$153 bilhões versus US$111,5 bilhões do Google. Este marco foi alcançado, principalmente, após as vendas bem sucedidas do iPhone e do iPad, hoje objetos de desejo de muitos, independente de perfil socioeconômico, localização e até idade.

Estes números indicam o poder de uma marca frente aos concorrentes, mostrando, basicamente, o quanto alguém teria de desembolsar para comprá-la. Mas, em cima destes números, é possível identificarmos a qualidade e a intensidade da relação do consumidor com a marca? Cada caso é um caso, mas talvez entendendo o conceito de Valor Percebido talvez cheguemos mais perto de uma resposta.

Valor Percebido – Quando você sente que fez um bom ou mau negócio

O Valor Percebido é a avaliação da satisfação do consumidor ao comparar os benefícios do produto ou serviço frente ao preço pago por ele. Ele é positivo quando você sente que fez um bom negócio ao, por exemplo, comprar aquele tablet que você queria e negativo quando acha que o valor pago frente aos recursos não valeu à pena. Para oferecer Valor Percebido ao consumidor, a empresa precisa equilibrar a qualidade de fabricação de seus produtos (também conhecido como Qualidade Percebida pelo consumidor) frente aos custos de produção e preço de venda. Mas mesmo assim, ainda estamos falando de produto. E o valor da marca aos olhos do consumidor, vai só até aí?

O valor que vai além dos sentidos

A marca vai além, pois ela não segue exclusivamente uma linha de aceitação racional e não depende única e exclusivamente do Valor Percebido do seu produto. Transmite emoções, positivas ou negativas, que se originam através do impacto com os diferentes pontos de contato. Estes pontos passam por canais de atendimento, design de embalagem e produto, posicionamento e discurso de marca, comunicação na mídia e outros. Isto sem contar as mídias sociais, que estão se tornando fonte de grande influência na decisão de compra do consumidor e aceitação de marca.

E nisso se constrói algo maior do que qualquer equação de Valor de Marca; a chamada Reputação de Marca. É quando uma marca comunica e age de acordo com aquilo a que se propõe, frente a todos os envolvidos com ela, do consumidor ao funcionário.  Resgatando novamente o caso da Apple, vemos que, além de ser uma marca economicamente forte, ela mobiliza legiões de fãs pelo mundo. Mas mesmo assim, não tem agradado a todos, seja por suas atitudes, seja por sua ideologia.

Hoje o cálculo de Valor Percebido não deveria apenas se focar na relação Benefícios do Produto X Preço Pago, mas sim Benefícios do Produto X Preço Pago X Reputação de Marca. Isto, porque, ao saber que a marca de tablets que você tanto gosta está com um bom preço, mas pode estar explorando a mão de obra na fabricação, você talvez pense duas vezes antes de comprá-lo. E isto pode ter força para impactar o Valor de Compra da Marca. Talvez hoje a variável de Reputação de Marca ainda não tenha a força das outras duas variáveis, mas o peso dela com certeza está crescendo. E muito.

E então? Quais marcas são valiosas para você?

Postado por Alexander Colaneri

A Econsultancy, consultoria inglesa  especializada em mídias sociais e engajamento digital, irá promover no próximo dia 25/05 um café da manhã com especialistas no assunto, visando criar um panorama sobre o futuro da comunicação e dos negócios no ambiente digital.

Os palestrantes serão:

Craig Hanna – Econsultancy EVP North America. Abertura.

Bruno Ancona Lopes – CEO da Foreplay/OPG. Tema: “Engajamento do Consumidor 2011″.

Nino Carvalho - Consultor, Coordenador dos Cursos de Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tema: “Como Fazer Marketing de Mídias Sociais – Um Guia Prático”.

Sandra Turchi - Diretora de Marketing da Boa Vista Serviços, Coordenadora do curso “Estratégias de Marketing Digital” na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Professora da ESPM e FGV. Tema: “Inovações no Marketing Digital”.

Para mais informações e reservas, acesse: http://econsultancy.com/us/events/econsultancy-breakfast-briefing-sao-paulo

Econsultancy Breakfast

Postado por Alexander Colaneri

Muito se fala sobre a importância do relacionamento de uma empresa com seus clientes.

Mas o que seria e como criar esse relacionamento?

Vamos fazer um comparativo com relacionamentos amorosos. Os relacionamentos amorosos têm motivações diferentes. Alguns procuram um companheiro, outros uma “cara metade”, alguns uma paixão, outros interesse financeiro… Sem entrar em questões de julgamento, o importante em um relacionamento é ter certeza que as duas partes sejam equivalentes, que estejam totalmente cientes do que cada um quer do outro e até onde cada um pode ir. E para isso, comunicação é tudo.

E exatamente neste quesito é que muitos relacionamentos, tanto amorosos quanto comerciais, se perdem. A falta de comunicação gera desentendimentos, dos mais simples aos trágicos. Para evitar isso, seguem algumas dicas:

1-   Conheça seu “alvo” ao máximo, antes de tudo: Você tem muito mais chances de ser bem sucedido se pesquisar antes. Neste momento, pode ser que você não consiga facilmente todas as informações que precisa. Mesmo assim, não deixe de pesquisar, nem que seja apenas no Google ou nas Mídias Sociais. Conheça os gostos, os sonhos, o passado. Você não vai querer ir preparado para impressionar sobre os diferentes cortes de carne de um churrasco no papo com uma vegetariana, concorda?

2-   O “approach” ideal: Agora você já a conhece o suficiente e já tem uma idéia sobre o que falar. Chegou a hora de se apresentar! Usar as cantadas típicas (assim como os clichês do mercado) dificilmente funciona. No máximo você pode ser visto como divertido ou parecer inteligente, mas por pouco tempo. Deve-se ser autêntico, transparente, honesto e atencioso, desde o início. Assim você vai atrair, com consistência, quem tem afinidade com o que você acredita. E se não der certo, pelo menos você não vai parecer um bobo.

3-   Do primeiro encontro (ou primeira compra) ao namoro: Ela gostou de você e topou sair. Arrume tudo muito bem, ofereça aquilo que você se propôs desde o início e dentro do que é possível. Não tente impressionar além do que pode caso não consiga manter a promessa durante o namoro. Se você não gosta de heavy metal, mas disse na etapa anterior que adora, prepare-se para gastar o tempo e o dinheiro de ambos. Ou pule fora e refaça seu plano, desta vez com o alvo certo.

4-    O pedido de casamento: Muitos pretendentes (e empresas) param na etapa anterior, depois de um ou poucos encontros (vendas), o que é um grande erro. Se a vontade não é ir para frente, a qualidade do relacionamento começa a cair. O pior é ele terminar de forma desagradável, muitas vezes com a empresa saindo como culpada na história. O pedido de casamento é quando se conquista a fidelidade do consumidor, depois de atenção e persistência. E quem faz o pedido, é ele.

5-   Agora casados!: Engana-se quem pensa que quando se chega ao  “casamento” as coisas ficam mais fáceis. É quando se precisa cultivar o relacionamento a fundo. É preciso comunicar mais e melhor (CRM), dar atenção aos problemas (SAC),  superação de expectativas (Pesquisa e Desenvolvimento de produtos) e quebrar a rotina (Comunicação Inovadora). Você não tem mais desculpas para erros simples, agora você conhece bem seu cliente. Os sonhos são em comum e o destino é construído juntos (atuação em Causas Sociais e Crowdsourcing), com base na confiança. E isso tudo só se sustenta se, desde a primeira etapa, as intenções se mantiveram firmes e positivas.

E nesse tipo de casamento a poligamia é permitida e saudável, sem prejuízo algum! =)

Fonte da imagem: Getty Images

Postado por Alexander Colaneri

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Postado por Bruno Ancona Lopes

O lançamento do The Daily, concebido por Rupert Murdoch e Steve Jobs, finalmente aconteceu. Por $0.99 USD semanais, ou $39.99 anuais, e direito a um test-drive de duas semanas, o periódico chegou com a missão de conquistar a audiência dos usuários do iPad.

Com mais de 17 milhões de tablets vendidas em 2010, e a expectativa de ultrapassar os 50 milhões de aparelhos em circulação antes do final de 2011, o segmento dos usuários de iPad tem características únicas que fazem dele o target ideal de inúmeras marcas para divulgar os produtos ou serviços.

Se 1% dos donos de iPad se tornar assinante do The Daily, o faturamento gerado só com a venda das edições será superior a $20 bilhões de dólares anuais, valor pequeno diante do alto potencial das ramificações do negócio. Para ilustrar, a edição inicial teve como anunciantes Verizon, HBO, Macy’s, Pepsi, Virgin Atlantic e Land Rover, junto à animação ‘Rango’ com Johnny Depp. Além disso, há a perspectiva da adaptação do aplicativo a sistemas operacionais utilizados pelas tablets concorrentes ao iPad, para ampliar o acesso ao jornal.

O valor da informação

Até o final do século XX, a informação tinha um valor econômico muito elevado, e dava poder aos que conseguiam obtê-la com facilidade e rapidez nas melhores fontes. O avanço da web popularizou o que antes era privilégio de minorias, e as pessoas foram deixando de comprar jornais para saber as notícias.

Com uma visão clara e vítima do impacto desse fenômeno, Murdoch projeta: “O propósito do The Daily é alcançar uma audiência que há muito tempo abandonou o noticiário dos jornais tradicionais e da TV, e passou a consumir conteúdo na internet em pequenos bocados preparados ao seu gosto. Essas pessoas são um segmento crescente da população, com hábitos sofisticados, e que demandam conteúdo adequado aos seus interesses específicos, a qualquer hora e lugar.”

Content is king…

Avaliando a questão de outra perspectiva, Edward De Bono confirma: “A informação está se tornando ‘commodity’, na medida que mais e mais informação está disponível para mais e mais pessoas.”  E acrescenta que “depende da criatividade projetar novos valores para a informação”.

É preciso criatividade para desenvolver um projeto de comunicação sob medida para alcançar e atrair a atenção de uma audiência, e aumentar a utilidade e o valor do conteúdo a ela apresentado. Essa é a função de ‘curating’, situada no topo da Pirâmide do Engajamento do Altimeter e acima da produção de conteúdo, evidenciando a menor representatividade numérica e sugerindo a maior importância de quem provê contexto ao conteúdo em comparação com quem o gera. Segundo Robert Scoble: “O ‘curator’ é um químico da informação. Ele mistura os átomos de modo a construir uma info-molécula. Então adiciona valor àquela molécula.”

Em The Daily, de modo similar, as histórias enfileiradas pelo app em um carrossel ganham vida e são moldadas em função dos interesses de cada leitor em particular, conforme este seleciona e explora recursos em múltiplos formatos relacionados com o tema. Os recursos multimídia incluem textos originais redigidos por seleta equipe de jornalistas, fotografias em 360º com slideshow, som e vídeo de alta definição, tabelas e gráficos interativos. E o aplicativo possibilita colecionar artigos para leitura ou consulta posterior.

… e continuará sendo?

Por essa razão, Murdoch conclui: “O sucesso de The Daily será determinado por sua utilidade e originalidade. Nós cremos que ele será o modelo de como as  notícias serão criadas e consumidas”.

Estaria a comunicação se tornando mais importante que o conteúdo? Qual é a sua opinião?

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Postado por Umberto Ramiz

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