Arquivo de junho de 2011
O engajamento é resultado de diversas ações que envolvem ambiente externo e interno da empresa. Muito se fala sobre engajamento voltado para o consumidor, como é importante trazê-lo para sua marca e fazer parte do dia-a-dia. Mas será que os esforços de branding também se refletem dentro da empresa?
Parece óbvio, mas o engajamento dentro de empresas é fundamental para que ele aconteça fora delas. Você teria orgulho e tranquilidade para trazer um conhecido para visitar a empresa onde está? Conseguiria explicar, com clareza e entusiasmo, o que a empresa faz e por que ela existe?
Engajamento vem de dentro para fora
Um estudo recente da Universidade de Missouri analisou os efeitos no mercado do engajamento dentro de empresas. “A ligação entre satisfação e lealdade do cliente é quase duas vezes mais forte quando existe uma elevada satisfação do empregado se comparado a quando eles não estão satisfeitos com seus empregos.” diz Christopher Groening, pesquisador do estudo. “Isso acaba com a idéia ultrapassada de que uma empresa pode deixar de satisfazer os seus funcionários para atender unicamente aos desejos do cliente”.
E o Google dá uma aula quando o assunto é satisfação de seus colaboradores. Além dos ambientes coloridos, horários de trabalho alternativos e demais agrados, existe por trás um senso coletivo de pertencimento e proatividade muito forte. Ou seja, engajamento.
Chade-Meng Tan, engenheiro que está há mais de 10 anos na empresa, fez uma pequena palestra no TED entitulada “Compaixão diária na Google”. Meng é um “Bom Companheiro”, uma espécie de embaixador da empresa, que representa (e apresenta) a essência do Google pelo mundo. Ele fala um pouco sobre como os serviços surgem na empresa e das bases do relacionamento entre funcionários. Confira (e engaje) =) :
Postado por Alexander Colaneri
Hoje muitas marcas estão loucas para engajar as pessoas. Querem a fidelização do consumidor a qualquer custo. E acreditam que isto seja engajamento. Será que elas sabem do que realmente é necessário para engajar? Neste post, falaremos de duas variáveis importantes para entender se uma empresa está no caminho certo (ou acha que está); a manipulação e a inspiração.
“Vamos dominar o mundo!”
Você sabe quando há manipulação, você sente quando há inspiração. A manipulação tem fundo racional, enquanto a inspiração tem suas bases na emoção. Quando falamos em manipulação, não estamos falando no sentido rude, mas de uma forma existente de se conduzir pessoas e negócios. “Manipulação” está ligada às formas e caminhos para se conseguir o que uma ou mais pessoas querem.
Um exemplo? Uma grife de roupas necessita vender seu estoque de verão no inverno. Qual o caminho mais utilizado? A famosa “liquidação”. E o resto da história é conhecido; compra-se aquilo que não se precisava, pois “o preço estava tão bom”. Ou seja, a empresa conseguiu o que queria: mexeu na variável “preço” e vendeu o produto. Mas a pessoa saiu por aí “engajada”, dizendo que ama a marca? Não. Outro exemplo? Uma montadora diz que seu carro é o mais seguro do mundo. Uma informação forte o suficiente para trazer milhares de pessoas todos os dias às portas de suas concessionárias para comprar seus carros. É isto que acontece? Não.
E por que? Porque as pessoas não querem o que você faz, mas por que você faz.
“Venha comigo, pois acredito no mesmo que você.”
A inspiração está mais ligada a motivos e causas, independente de objetivos particulares e argumentos racionais como base. É quando um cliente compra seu produto, mesmo estando mais caro que do concorrente, por sentir que sua empresa está preocupada com algo que o incomoda. E quando alguém defende sua marca, mesmo sem ter comprado seu produto. É quando um funcionário se dedica à empresa por sentir que faz parte de algo maior e importante.
Exemplo? A Apple (novamente). A Apple não se considera uma empresa de computadores (tanto que em 2007 ela deixou de se chamar Apple Computers Inc para se chamar Apple Inc). Desde sua criação, a Apple não surgiu para “fazer os melhores computadores”, mas para “dar força ao homem comum contra grandes corporações”. E é o que se vê até hoje, desde a criação do 1º Macintosh, passando pela revolução da comunicação no iPhone e chegando ao estardalhaço do mercado fonográfico com o iTunes. E os computadores? Fazem parte desta causa.
Hoje, inspirar pessoas é o caminho ideal para o engajamento. Inspiração tem ligação com verdades, não com discursos. Uma “liquidação” ou argumentos racionais, principalmente baseados em características de produto, não engajam ninguém. Mas saber que a marca que você usa tem valor e resultado positivo para o mundo, isso sim é muito mais forte. E engaja.
E então, hoje você se sente manipulado ou inspirado pelas marcas que consome? =)
Postado por Alexander Colaneri

