O artigo introdutório da série enfocou a estrutura e a origem da Trilogia da Estratégia Social, e a sua função de instrumentar as marcas para engajamento do consumidor no ambiente digital.
Entendendo o seu consumidor
Este segundo post aborda o Socialgraphics – primeira parte da trilogia – que possibilita à s empresas entender melhor o seu consumidor, a partir do comportamento online, pré-requisito para formulação de uma estratégia social efetiva.
Sem a pretensão de substituir modelos de segmentação tradicionais, como Demographics, Geographics e Psycographics, o Socialgraphics tem, porém, a intenção de complementá-los, levando as marcas a conhecer onde os seus consumidores estão online, como usam as tecnologias sociais, em quem confiam, e qual influência exercem.
Com quantos degraus se faz uma pirâmide?
Para melhor compreender o Socialgraphics, é útil observá-lo como uma variante teórica do Social Technographics, criado em 2007, por Charlene Li e Josh Bernoff, e convertido em instrumento para implementação do Método POST do Forrester Research, com o objetivo de agrupar os consumidores de acordo com os nÃveis de participação nas atividades da Web social.
Uma escada é utilizada pelo Social Technographics para representar os nÃveis de participação. Quanto maior o envolvimento no groundswell, mais alto o degrau correspondente ao grupo.
À semelhança dos degraus da escada, cada camada da Pirâmide do Engajamento corresponde a um nÃvel de relacionamento das pessoas com o conteúdo na Web social. A nova representação visual, porém, agrega o princÃpio de que os grupos sociais com participação mais relevante têm menor representatividade.
Os grupos, definidos segundo o envolvimento com o conteúdo e os objetivos dos participantes, são:
Observação (Watching): Consumo da produção de outros, para entretenimento, aprendizado ou apoio em decisões.
Compartilhamento (Sharing): Redistribuição em redes sociais, para apoiar outros e demonstrar conhecimento.
Comentário (Commenting): Resposta a produção de outros, para participar e colaborar com idéias e opiniões.
Produção (Producing): Criação própria e publicação, para expressar identidade, ser ouvido e reconhecido.
Curadoria (Curating): Integração e tratamento, para dar suporte a produto ou comunidade, e ser reconhecido.
No topo, o farol
O Socialgraphics coloca acima do produtor, na camada mais alta da Pirâmide, o curador de conteúdo. É quem filtra, integra e trata a informação, aumentando a sua utilidade para um determinado público.
Ou, segundo a definição de Robert Scoble: Um curador é um quÃmico da informação. Combina átomos de modo a construir uma info-molécula. Então adiciona valor à quela molécula.
Na proporção do valor que agrega à informação, e da credibilidade e do prestÃgio que acumula, o curador atrai seguidores, conquista a confiança deles, e os influencia com as suas opiniões, em grau superior ao produtor de conteúdo que apenas relata e publica os fatos.
Engajamento sob medida multiplica resultados
Ao fornecer respostas para as questões mais significativas sobre o comportamento dos consumidores online, o Socialgraphics estabelece um quadro referencial para que as marcas determinem a espécie de relacionamento a ser cultivado com cada grupo.
E desenvolvam uma estratégia social com ênfase no engajamento de grupos com participação mais relevante, de modo a favorecer o alongamento do ciclo de vida do consumidor, com impacto positivo sobre o ‘customer lifetime value’.
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Nos posts seguintes, serão apresentadas as partes restantes da trilogia:
Parte 2 – Desenvolvendo uma Estratégia Social.
Parte 3 – Deixando a sua empresa pronta.
Postado por Umberto Ramiz


Um comentário para “Trilogia da Estratégia Social: mapa do engajamento – II”
Feed para esta Entrada Endereço de trackbackVocês vao gostar desse…rs.. http://www.youtube.com/watch?v=J5gCeWEGiQI