Uma pesquisa realizada pela norteamericana Cisco Visual Network analisou a atividade dos internautas nos principais mercados globais, e identificou que entre 21h e 1h da manhã é o horário nobre na internet. O estudo revela também que o Brasil terá um dos maiores crescimentos de tráfego móvel do mundo. E projeta, para 2013, um volume 124 vezes maior do que o registrado no final de 2008. Em setembro, a Apple afirmou que existiam mais de 50 milhões de iPhones e iPods Touch espalhados pelo planeta.
Avaliados em seu conjunto, esses dados dizem muito sobre o caminho que a comunicação e o engajamento digital irão seguir nos próximos anos. As pessoas estão cada vez mais conectadas graças aos dispositivos móveis, que incluem, além desses modelos da Apple, muitos outros smartphones de diversas marcas e modelos.
O número de aplicativos existentes na Apple Store e na Android Market não pára de crescer e o aumento do tempo de navegação na internet móvel convida, ou melhor, obriga uma presença das marcas na plataforma mobile mais consistente para a obtenção de maior share of time nas telinhas dos smartphones.
O que andam fazendo por aí afora: o exemplo do Golf, da VW dos EUA.
Recentemente, a Volkswagen norteamericana criou a campanha de lançamento do novo Golf GTI, focada 100% em mobile. No aplicativo para iPhone as pessoas podiam “pilotar” e conhecer todas as características do carro, através de um advergame muito bem produzido pela Firemint.
A Volkswagen acreditou na iniciativa pois percebeu que, entre os potenciais compradores do novo Golf, existe um alto número de usuários de iPhone, que estão constantemente baixando aplicativos da Apple Store. Estima-se que cerca de 500.000 dólares tenham sido investidos nessa campanha. Em contraposição, a campanha de 2006, que incluía diversos canais e grande quantidade de anúncios de TV consumiu 60 milhões de dólares. Resultado: a nova campanha, bem mais envolvente, custou menos de 1% da anterior. #epicwin
As palavras de Tim Ellis, vice-presidente de marketing da Volkswagen, deixam claro como deve ser o pensamento de agora em diante. “Lançar o novíssimo GTI 2010, pelo aplicativo Real Racing GTI, permitiu que nos conectássemos com o consumidor gerando experiências que um comercial de 30 segundos jamais conseguiria.” Ellis disse ainda que alternativas, como Xbox e Playstation, foram consideradas, mas o acordo de exclusividade com a Apple assegurou uma boa divulgação para o jogo. Dica: mobile marketing não é só desenvolver o app e jogar na store. SMPRs, deals com as stores, mídia como trampolin inicial da promoção do app… tudo isso é importante. O objetivo é sempre chegar nas top ou featured lists.
E na Terra Brasilis como vão as coisas?
Como revela o estudo, a tendência no Brasil é que os dispositivos móveis se tornem cada vez mais presentes na vida das pessoas. (Precisa de estudo pra isso?) As marcas devem então migrar, do horário nobre da TV e da internet, para o dia-a-dia do consumidor através de aplicativos úteis ou extremamente divertidos, que aprofundem o engajamento.
Já existe no mercado de telefonia nacional, celulares que permitem que a pessoa baixe aplicativos. Além do iPhone temos aparelhos que utilizam a plataforma Android, o HTC Magic é um deles, e atualmente a empresa está realizando um concurso na internet para identificar as principais sugestões de aplicativos. A Samsung também está chegando junto, adotando o Android, como a HTC.
Os aplicativos que estão sendo criados para esses aparelhos levam em conta o cotidiano das pessoas, incluindo a sua localização, hábitos e preferências. Aplicativos que cruzam dados com o GPS são uma excelente forma de envolvê-las. Mobile local search e mobile social networks como a foursquare irão mudar o rumo das coisas. Vamos lá Brasil, não podemos ficar de fora!
Como o Bradesco está puxando os clientes pra dentro do Banco
Recentemente o Bradesco lançou um aplicativo de grande utilidade para os clientes do Banco, que utiliza a Realidade Aumentada para ajudá-los a encontrar as agências e caixas eletrônicos mais próximos.
Utilidade e personalização são palavras-chave
As transformações cada vez mais profundas geradas a partir do avanço tecnológico têm criado um desafio para as pessoas e empresas que buscam se atualizar com tudo o que acontece e afeta a sua vida e os seus negócios.
E é importante notar que, essa mudança abre perspectivas para uma nova hierarquização das marcas no mercado. Lucram as que forem mais rápidas e capacitadas para ouvir, conversar e envolver o consumidor. Se você não for líder em seu segmento, ou nicho, é uma excelente oportunidade para assumir o lugar de quem é.
Alçado à condição de estratégia principal de branding, o mobile já começa a satisfazer as expectativas do consumidor – há algum tempo contidas por falta de iniciativa das marcas – seja através de ações mais simples como campanhas instantâneas diretas de alto impacto, ou por experiências relevantes e gratificantes para melhorar o seu dia-a-dia.
Com isso, os vínculos entre consumidores e marcas se estreitam e se fortalecem, engajando ambos em um esquema de cooperação, que tem por alvo a criação, priorização e construção conjunta de soluções da máxima utilidade que caibam na palma da mão.
A chave é tornar disponível a melhor informação/experiência/conteúdo que o consumidor possa conseguir, onde ele estiver, quando ele quiser. E, mais ainda, do jeito que ele gosta. Tudo personalizado e sob medida para cada um. Tecnologias disruptivas + grandes idéias = Great success!
Postado por Bruno Ancona Lopes