Arquivo de dezembro de 2009

Brian Solis, um dos mais reconhecidos líderes mundiais em mídias sociais e relações públicas, fez uma entrevista em vídeo para o Nokia Ideas Project, expondo seus pensamentos e visão sobre a atualidade, o futuro das mídias sociais e a dinâmica das redes de contatos das pessoas.

A entrevista, originalmente dividida em 4 partes, pode ser vista na playlist abaixo:

Highlights:

O que nos conecta, acima dos relacionamentos, são as idéias.
Hoje em dia, ao invés de apenas nos conectarmos digitalmente com nossos conhecidos do mundo real, nos conectamos também a pessoas desconhecidas, porém com idéias, interesses e paixões em comum.

No artigo “The Ties that Bind Us”, Solis indica que os relacionamentos podem ser mapeados com ferramentas que mostram como as conexões acontecem. No caso do Twitter, por exemplo, é possível ver um mapa de todas as pessoas para quem você envia mensagens, e em outro todas as pessoas que enviam mensagens a você. Mas o mapa mais interessante é o que não foi mostrado em seu post. É aquele contextual, que mostraria os seus assuntos de interesse e as pessoas linkadas a você por meio de cada assunto. Com ele, seria possível visualizar que é através das idéias que as redes de contato se expandem, contraem e evoluem. Interesses em comum entre as pessoas são a fonte do dinamismo das redes sociais.

Estamos nos tornando curadores de informação e conteúdo.
Muitas pessoas se entusiasmam com a web 2.0, e compartilham tudo o que podem. Elas amam o fato de estarem construindo um exército de followers no Twitter, recebendo likes e comentários no Facebook, visitas em seus blogs e tumblrs e tendo cada vez mais  sensação de ser uma micro-celebridade. Mas ainda não perceberam o que isso significa realmente.

Precisamos perceber a grande oportunidade que temos de compartilhar o que temos na mente e no coração, e mostrar ao mundo quem realmente somos. Pessoas e empresas que conseguem distinguir o que é sinal do que é ruído e presenteiam seus amigos/seguidores com relevância recebem de volta capital social, lealdade e uma popularidade merecida.

A mudança deve-se mais à Sociologia do que à Tecnologia
Através do compartilhamento de conteúdo, empresas e pessoas estão construindo comunidades em torno de si. Na nova sociedade, você tem todos os dias a oportunidade de reinventar/reafirmar quem você é, e mostrar isso para o mundo ao seu redor. Quem será que vai ser o cara mais popular nas escolas e faculdades do futuro? Me parece que os Geeks vão vencer os Quarterbacks! Tomara! =)

Postado por Bruno Ancona Lopes

Ho Ho Ho! Feliz Natal! =)


PS: Querido Papai Noel, por favor, me dê um iPhone com flash no próximo natal. tks!

Postado por Bruno Ancona Lopes

Trem_Michel_Turtchin

Em um post recente, abordamos o cenário mobile e as oportunidades que ele reserva para as marcas construírem um relacionamento mais próximo com os consumidores. E isso coincidiu com o momento em que o Google colocava dois vídeos na web, nos quais explica o funcionamento dos seus novos aplicativos mobile.

Um deles, o Google Goggles permite às pessoas fazer pesquisas visuais a partir da câmera do celular. O funcionamento é muito simples: Você aponta o celular para um objeto, e tira uma foto; e, a partir daí, o aplicativo escaneia a imagem, e mostra a você informações relacionadas ao objeto enfocado.

A palavra ‘goggles’, na língua inglesa, é um substantivo utilizado para descrever algum tipo de óculos especial, como um próprio para ski/snowboard ou até mesmo um óculos 3D. Aliás esse é o logo do aplicativo.

O outro vídeo é sobre o projeto Favorite Places, no ar desde o início do ano, que tem como produto um guia de locais, passeios e estabelecimentos existentes nas principais cidades do mundo. Nos Estados Unidos, o Google mapeou os 100 mil estabelecimentos favoritos dos usuários, e enviou, a cada um desses estabelecimentos, um adesivo com realidade aumentada que possibilita o acesso a informações e comentários pelo celular.

Qual o real significado dos lançamentos?

Em abril deste ano, a Apple atingiu a marca de um bilhão de downloads de aplicativos na iTunes Store, que ao lado das vendas de iPhones tiveram ampliação progressiva, ignorando os efeitos crise econômica que se observavam por toda parte. A partir de então, o Google, com sua plataforma Android, intensificou o investimento em tecnologias mobile, de olho no extraordinário potencial desse mercado.

Com os aplicativos Google Goggles e Favorite Places, a empresa trilha um caminho que exemplifica muito bem o pensamento de Michael Porter, professor em Harvard e especialista em Estratégia e Competitividade nos Negócios, segundo o qual “não basta ser o melhor, mas o único”.

O Google obviamente percebeu que a Apple, por ser uma marca premium já consolidada, possui características exclusivas baseadas na altíssima qualidade dos seus produtos. E que a melhor maneira para conquistar fatias expressivas de market share, tendo o mesmo público como alvo, seria adotar como estratégia a máxima exploração dos diferenciais competitivos próprios, para o desenvolvimento de uma nova plataforma e aplicativos com a tecnologia mais avançada disponível.

E, assim, avançar progressivamente até conseguir eclipsar, no futuro próximo, o sucesso da concorrente, hoje líder disparada do mercado mobile.

Quem ganha com isso é o consumidor, porque, no final das contas, o que mais irá importar não é a marca ou modelo do equipamento em suas mãos, mas sim qual é aquele que disponibiliza a tecnologia mobile em seu pleno potencial, e integra as ferramentas mais adequadas para cumprir o objetivo principal de ajudá-lo a fazer o que você deseja ou precisa, a qualquer momento e em qualquer lugar.

Muito breve, o mundo não será o mesmo.

Aplicativos como os dois ora apresentados ilustram os efeitos surpreendentes da incorporação da realidade aumentada ao mobile. A combinação explosiva dessas duas tecnologias promoverá uma revolução ímpar que transformará de modo irresistível o dia-a-dia das pessoas, alastrando-se rapidamente para toda a sociedade.

É evidente que o Google ‘embarcou nesse trem’ com a clara certeza de que seria fatal permanecer de fora, ou mesmo – em face da sua ambiciosa visão corporativa – contentar-se com um papel de coadjuvante no processo. Mas também com o sabor amargo de que, se tivesse acordado antes, hoje a Apple não reinaria tão absoluta no mercado mobile.

Você está pronto?

Entretanto, mais importante do que o resultado do duelo entre os dois titãs é que este novo paradigma irá nos transportar a todos, como em um ‘trem-bala’, para um futuro que até então parecia distante. No cenário projetado, a atual hierarquia das marcas, abalada pelo impacto da mudança, será reordenada, em função da agilidade de cada uma em ‘pegar o trem’ antes que as outras.

É o momento da derradeira chamada na plataforma de embarque: “Atenção, marcas com destino à Era Mobile! O trem já está pronto pra partir: Último aviso!”.  Ceticismo e hesitação poderão ser fatais.

Postado por Caio Antunes

As coisas são engraçadas! Estava revisitando arquivos antigos acabei encontrando um artigo que escrevi em Nov/2007 para o jornal da EXPM – Associação de Ex-alunos da ESPM, intitulado “O Consumidor Digital: seu novo sócio na era do engajamento“. Apesar de escrito numa época em que  a Foreplay ainda estava em estágio embrionário, a trip de volta para o futuro ainda é boa leitura! =)

back_future

Já dizia o velho ditado: “Em terra de cego quem tem olho é rei”.

No caso do marketing, quem tem voz é rei e as empresas sempre foram as soberanas. Compravam seu espaço e construíam sua imagem usando megafones para contar a todo mundo o que era bacana e importante para seguir em frente. Eram os tempos de ouro da Era da Interrupção e das mídias de massa. As empresas conseguiam, mesmo que por pouco tempo, congelar a vida das pessoas para fazer a sua oferta, que nem sempre era verdadeira – até que o número de empresas sedentas e mídias disponíveis elevaram a quantidade de mensagens comerciais a um nível absurdo, que acabou por soterrar os consumidores.

Estamos no final de 2007 e o marketing de interrupção parece estar com seus dias contados.

Ainda funciona em casos específicos, mas como publicou a McKinsey & Co em relatório recente, em 2010 anúncios de TV tradicionais terão um terço da eficiência que tinham em 1990. As inserções estão cada vez mais caras e seu ROI cada vez mais questionável. O novo consumidor, bem informado e crítico, aprendeu a ignorar mensagens que considera irrelevantes e mudou suas fontes primárias de informação – agora lê sites com conteúdo gerado por especialistas, blogs diversos, comentários de outros consumidores nas páginas de sites de comércio eletrônico e esclarece eventuais dúvidas com amigos e conhecidos em redes sociais. A solução para as empresas se conectarem novamente com esses consumidores não é gritar mais alto, nem mais vezes. A solução é desligar o megafone e sentar para conversar. Na nova realidade, conseguir atenção não é fácil.Os consumidores também têm voz e, já que escolhem suas mídias, controlam o diálogo.

O principal desafio é ter algo interessante para dizer, e fazer isso com alma.

As empresas precisam mostrar que são apaixonadas por sua missão e pelos produtos e serviços que oferecem. Ganham as que entendem o universo de seus clientes, compartilham interesses, valores e compreendem que é com uma proposta de valor autêntica e conteúdo relevante que se cria credibilidade, intimidade e finalmente, uma associação positiva do consumidor com a marca. Estamos na era do engajamento. Vide Nike. Ela sabe.

O meio online oferece uma série de canais interativos em que a comunicação entre a empresa e o consumidor e, principalmente entre consumidores, flui livremente.

Com a popularização da internet social esses meios se tornaram mais eficientes e mais baratos que esforços de mídia tradicionais. Campanhas de engajamento digital começam numa análise de presença online, para que se possa mapear o que está sendo dito sobre a empresa, seus produtos e serviços na blogosfera, fóruns de discussão, wikis e outros sites de conteúdo gerado pelo usuário, como o YouTube. Não podemos nos esquecer das redes sociais, onde o Orkut é líder nacional (mas vem aí o FaceBook e o Myspace – é bom ficar ligado).

É importante fazer uma busca em todos os search engines usando as marcas e palavras chave relacionadas, bem como mensurar a performance atual das propriedades online da empresa em questão.

Com as experiências e pontos de interação atuais mapeados, pode-se então, definir uma nova estratégia de criação e de conteúdo para distribuição em diversos formatos via blogs, email, widgets, mecanismos de busca, podcasting, redes sociais, wikis, portais e hotsites da empresa. A compra de mídia online, principalmente rich media e links patrocinados em mecanismos de busca, continua extremamente importante para alavancar tráfego em propriedades online mais interativas, que fazem a imersão do consumidor no universo da marca.

O desafio está na criação e implementação de uma campanha harmônica entre diversos canais, com um mix de ações de push e pull.

Por isso a importância da afinidade – os consumidores só aprovam e viralizam aquilo e aqueles de que gostam. As empresas que conseguem gerar engajamento ganham brand advocates, poderosos aliados na influência e geração de mais conteúdo ao redor da marca. Consumidores engajados influenciam positivamente sua rede de contatos, ajudam a criar slogans, designs, anúncios, fazem críticas construtivas e auxiliam no processo de criação e melhoria de produtos e serviços. Já na mão contrária, consumidores extremamente insatisfeitos se tornam inimigos públicos e se engajam para falar mal. Consumidores deixaram de ser meros receptores de mensagens publicitárias para tornarem-se co-autores da estratégia empresarial.

Um mar de dispositivos, e lá vem o mobile:

Em recente apresentação, numa conferência na cidade do México, Michael Dell, fundador e presidente da Dell Computers, previu um crescimento monstruoso no número de PCs no mundo, que deve saltar de 1 para 2 bilhões de usuários em 2012, e ilustrou a tendência de crescimento da internet com dois fatos: “A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na internet, e a cada minuto, são carregadas seis horas de vídeo no YouTube”. E ele nem mencionou os 3,1bilhões de aparelhos celulares no mundo, que já são sufi cientes para que 50% da população fale de onde quiser. Num futuro nada distante estarão falando, buscando, “subindo” fotos e vídeos e blogando, tudo via celular. Neste contexto, não é surpresa alguma que o órgão de pesquisas eMarketer tenha previsto um crescimento de quase 30% nos investimentos em mídia online para 2008.

Estamos num caminho sem volta, rumo à liberdade de escolha e à democratização da informação pregada pelos iluministas no século XVIII.

As empresas que pretendem ter sucesso nesta nova era devem entrar no clima de transparência ou correm o risco de ir pra guilhotina.

</backtothefuture>

Feliz 2010! =)

Postado por Bruno Ancona Lopes

A quarta edição da pesquisa elaborada pela agência inglesa cScape, uma das mais renomadas agências de engajamento digital do mundo e que atende empresas como Virgin, Yahoo! e Vodafone, acaba de ser lançada. A agência brasileira Foreplay foi uma das research partners, auxiliando na divulgação do questionário na América Latina e realizando a tradução para o português. Bruno Ancona Lopes, CEO da agência, também contribuiu como um dos 30 comentaristas dos resultados da pesquisa. Além dele participaram nomes consagrados como  Andy Beal, CEO da Trackur, Eric Peterson, autoridade em web analytics e Martha Russel, que ocupa a cadeira de novas mídias na universidade de Stanford.

A pesquisa é a principal fonte de informação global quando o assunto é Engajamento Digital. Com penetração nos principais mercados do mundo, o relatório da quarta edição da pesquisa visa fornecer um panorama amplo e detalhado sobre a relação entre agências, empresas e sua busca por maior engajamento entre marcas e consumidores.

Segundo Richad Sedley, diretor de Engajamento digital da cScape, oengajamento do consumidor é a melhor métrica do desempenho atual e futuro, uma relação engajada é provavelmente a única garantia de retorno para os objetivos tanto da sua organização quanto de seus clientes.” A pesquisa deste ano reuniu agências e empresas dos principais países compilando dados e informações sobre os desafios e estratégias utilizados para engajar clientes.

O relatório final da pesquisa em Português pode ser visualizado abaixo.

Para fazer o download do PDF em Português clique aqui.
A versão em inglês  pode ser baixada gratuitamente no site da cScape.

Postado por Caio Antunes

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