09.03

balanceando o relacionamento entre marcas e consumidores

“As mídias sociais não inventaram as conversas, elas simplesmente as amplificaram, conectando os públicos e suas opiniões. Com as ferramentas certas, agora nós podemos detectar estas incrivelmente valiosas conversas onde e quando elas acontecem.”

“Ouvir é apenas o começo. Entretanto, como em qualquer coisa, precisamos de um pouco menos de falatório e um pouco mais de ação.”

Jeremiah Owyang e Ray Wang


Social CRM: Novas Regras para a Gestão do Relacionamento

Jeremiah Owyang, Ray Wang e a equipe da Altimeter divulgaram o white paper “Social CRM: The New Rules of Relationship Management”, que aborda a questão do CRM frente aos hábitos atuais dos consumidores.

O estudo parte da dificuldade das empresas em se manter atualizadas com as conversas a seu respeito, e apresenta uma nova forma de fazer CRM capaz de conectá-las com o universo dos consumidores, a partir das Mídias Sociais.

O consumidor em primeiro lugar

Chamado de Social CRM, o modelo não tem como objetivo substituir os atuais esforços de CRM das empresas, mas sim de servir como um novo canal na relação ‘consumidor – empresa’, capturar as conversas e reconhecer a relevância delas para o negócio.

Em um ambiente que se baseia cada vez mais em plataformas colaborativas, é fundamental que as empresas consigam se aproximar dos seus consumidores e ouçam o que eles têm a dizer.

O melhor caminho

Para facilitar a implantação de programas de Social CRM por parte das empresas, a Altimeter definiu 18 casos de possibilidades de uso capazes de agregar valor ao negócio, envolvendo consumidores e empresas com problema, objetivo e fornecedores habilitados a prover soluções integradas de Social CRM para cada caso.

No diagrama a seguir, você confere o processo de funcionamento do Social CRM dividido em cinco etapas denominadas 5M´s:

Para entender melhor a abordagem do estudo e a utilidade das ferramentas de Social CRM, leia o white paper.

View more documents from Jeremiah Owyang.

Em busca do empate

Embora o processo deva ser iniciado sempre pelo Monitoramento (ou Listening), a prioridade e a ênfase das diversas etapas devem ser determinadas de modo a compor um roteiro baseado nas necessidades específicas de cada empresa.

Enquanto isso, no cenário projetado, as marcas, surpreendidas e hoje momentaneamente em desvantagem após a virada do jogo a favor do consumidor, prosseguem na corrida pela (re)conquista dos corações e mentes, com um olho no presente e o outro no futuro. E, a partir de agora, com o reforço do Social CRM.

Nessa disputa, o engajamento simboliza o empate, que beneficia a ambos, marca e consumidor.

Postado por Caio Antunes

05.03

top 7 virais do mês de fevereiro

Fevereiro chegou ao fim, levando embora as histórias de Carnaval e o calor, mas antes de virarmos a página, segue a lista dos vídeos que mais se destacaram na web durante o segundo mês de 2010.

OK Go! – To This Shall Pass

Lembra da abertura do programa Rá tim bum? Pois bem, a banda norte americana Ok Go! em parceria com o grupo Syyn Labs fez o clipe da música To This Shall Pass com uma engenhoca semelhante a apresentada na vinheta do programa infantil.

Essas máquinas são chamadas de Rube Goldberg Machines, em homenagem ao cartunista americano Reuben Lucius Goldberg que criou uma série de ilustrações para o personagem Professor Butts, um cientista que inventava máquinas que realizavam tarefas simples de maneiras muito complexas como o famoso “Self-Operating Napkin”.

O clipe foi filmado dentro de dois galpões de Los Angeles e a produção de toda estrutura durou alguns meses. O resultado final você vê abaixo.

A Brief History of Prety Much Everything

Esse vídeo é “A” animação de canto de caderno. Feita por Jamie Bell como trabalho de conclusão para seu curso de artes, esse flipbook que conta a história do planeta Terra e de nós seres humanos, levou 3 semanas para ser concluído e consumiu 2100 páginas de cerca de 50 caderno de anotações.

Windows Phone 7

O Windows entrou de vez no mercado mobile com o aparelho Windows Phone 7 Series, apresentado no filme abaixo. O celular foi lançado no Mobile World Congress realizado em Barcelona entre os dias 15 e 18 de fevereiro.

Google Parisian Love

O vídeo abaixo é um comercial criado pelo Google e que acabou sendo veiculado no intervalo do Super Bowl. Intitulado de “Parisian Love” o filme mostra a história de um americano que encontra o amor em Paris ajudado pela ferramenta de busca do Google. O vídeo faz parte da campanha Search Stories que pode ser conferida dentro do Youtube.

Audi Green Police

A Audi lançou o comercial abaixo durante o Superbowl para divulgar o Audi a3 TDi clean diesel considerado o carro verde do ano. O filme gerou certa polêmica nos Estados Unidos por conta da abordagem utilizada. Assista e tire suas próprias conclusões.

Doritos Crash Superbowl

A Dorito’s realizou o concurso Crash the Super Bowl que premiou o melhor comercial criado por consumidores com 1 milhão de dólares, além de veiculá-lo no intervalo da final do futebol americano. O ganhador você confere abaixo.

Gorillaz Stylo

A banda Gorillaz lançou recentemente seu novo álbum, chamado de Plastic Beach. A divulgação do CD contou com um game muito bem feito, disponível dentro do site oficial da banda. O vídeo abaixo traz o clipe da música Stylo que teve premiere de lançamento dentro do Youtube e conta com a participação do ator Bruce Willis que persegue os personagens 2D, Noodle, Russel e Murdoc.

Postado por Caio Antunes

04.03

persuasão: arma para o engajamento

Na prática, o que significa engajamento, para a sua marca?

Ou trocando em miúdos, para tornar mais objetiva a questão e facilitar o seu entendimento, você já tem respostas para as seguintes perguntas:

1) Qual é o perfil do seu consumidor potencial? Quais são os valores, necessidades, desejos e interesses dele?

2) Considerado o perfil, que fatores são significativos para que o consumidor se identifique com a sua marca?

3) Quais desses fatores podem vir a ser alvo de ações da sua marca orientadas à persuasão do consumidor? E que resultados se poderiam esperar?

4) De que modo todas essas constatações podem influenciar a estratégia de relacionamento entre a sua marca o consumidor, de modo a obter engajamento?

E só para complicar…

Imagine se, à primeira vista, a sua marca ou produto não fosse a opção mais atrativa para o consumidor.

“I Want You!” não funciona mais

Um bom exemplo, que vale a pena ser analisado a partir dos questionamentos acima é o do exército. Antigamente, a carreira militar era vista com bons olhos pelos jovens. É comum conhecermos alguém mais velho que serviu o exército. Eles tomavam essa decisão influenciados por histórias de batalhas, heróis de guerra, filmes épicos e toda a mística que envolvia a carreira militar.

Com o tempo, discursos como os dos vídeos acima perderam força, e a opção do exército foi sendo deixada de lado pelos mais jovens. Além disso, aspectos controvertidos do envolvimento das forças armadas na história de diversos países nas últimas décadas, incluindo a falta de consenso sobre a participação em guerras e elevadas perdas de vidas humanas, contribui para a maior dificuldade em convencer hoje um garoto de 18 anos de que o exército seja uma boa carreira.

A fim de que um jovem sinta motivação real para servir o exército da sua pátria, ele tem que conhecer o funcionamento da instituição. E, o mais importante, precisa se identificar com o propósito, e sentir que lá é o lugar perfeito para a concretização dos seus próprios ideais.

Ou seja, é fundamental que se estabeleçam as bases para um forte envolvimento mútuo.

Novas armas são precisas

Exércitos de muitos países perceberam isso e, inspirados na onda dos jogos de guerra e estratégia, lançaram plataformas de presença online que contam com games de última geração e diversos conteúdos interativos relacionados. Tudo isso para criar uma relação baseada na credibilidade, na verdade e na persuasão.

O maior exemplo disso é o US Army, como se poderia imaginar. O canal deles no YouTube tem mais de dois mil vídeos, e o site oficial é recheado de interações e features que prendem o usuário dentro do universo militar. Existe até o jogo oficial do exército americano. Chamado de America’s Army, o jogo transporta você para a pele de um soldado que encara todas as fases de um treinamento militar real.

Outro belo exemplo são os sites das forças armadas suecas. Desde 2008, a agência DDB, de Estocolmo, na Suécia, cria páginas que abusam da interatividade. Através de testes de atenção, concentração e inteligência, o usuário descobre e avalia as suas aptidões para a carreira militar. O site a cada ano que passa se torna ainda mais completo e estimulante.

Interatividade até debaixo d’água

Já a marinha australiana, para incentivar o alistamento, criou um site interativo onde o visitante conhece o funcionamento de um submarino e pode realizar tarefas e provas que simulam com veracidade um dia-a-dia a bordo.

O site We Choose The Moon segue essa mesma linha. Lançado no ano passado para celebrar os 40 anos da viagem da Apollo 11 à Lua, o site foi considerado pelo FWA o melhor de 2009 e atraiu milhões de pessoas que acompanharam a simulação dos 11 estágios da missão através de fotos, filmes e depoimentos em áudio disponibilizados pela NASA.

O projeto que foi uma iniciativa do Museu e Biblioteca John F. Kennedy ainda utilizou o Twitter e o Facebook para interagir com os internautas.

Acerte o seu tiro bem no alvo

Converter jovens em soldados, astronautas ou oficiais da marinha é provavelmente um desafio maior do que conquistar consumidores para a sua marca. Os sites apresentados evidenciam que estratégias de engajamento digital devem levar em conta os conhecimentos, pensamentos, emoções, sonhos, motivações e objetivos, que influenciam as decisões no ambiente online.

Portanto, busque sempre conhecer a fundo as pessoas com quem você está lidando, e a partir dessas constatações ficará mais fácil criar experiências interativas marcantes, que sejam instrumentos de persuasão efetivos, e se tornem uma arma poderosa para aumentar a confiança e obter o engajamento do consumidor.

Postado por Caio Antunes

01.02

top 7 virais do mês de Janeiro

Nossa coluna mensal Top 7 Virais tem como propósito mostrar os vídeos que possuem o maior potencial de word-of-mouth. São aqueles vídeos que, ao assistir, você fica com uma vontade irresistivel de compartilhar com outras pessoas. O primeiro mês de 2010 trouxe uma série de vídeos interessantes sobre os mais diversos assuntos.

Confira agora os 7 virais de Janeiro, e compartilhe nossa lista utilizando os botões localizados ao lado do título. ;)

1-      Coca Cola – Happiness Machine

A Coca Cola colocou uma máquina de refrigerantes com algumas características especiais dentro de um colégio norte americano. O projeto ganhou o nome de Happiness Machine.

2-      Aids Graffiti

A animação Aids Graffiti foi criada pela agência TBWA de Paris para incentivar o uso da camisinha.

3-      Starbucks Love Project

A Starbucks convidou pessoas do mundo inteiro para cantar a música All You Need is Love dos Beatles. Músicos de 156 países participaram da ação que aconteceu no dia 7 de Dezembro de 2009. Esse vídeo faz parte do Starbucks Love Project que através de uma parceria com a (RED)™ irá auxiliar o Global Fund na luta contra a Aids na África.

4-      Boris Casoy e os garis

No final do ano passado Boris Casoy vacilou e fez um comentário de mau gosto sobre os garis. O áudio acabou vazando e o vídeo foi parar no Youtube. A polêmica foi tanta que o jornalista se retratou no dia seguinte.

5-      Death Metal Rooster

Death Metal Rooster é a mistura de rock pesado com um vocalista de responsa. O vídeo fez tanto sucesso que se você quiser pode até entrar para o fã clube do galo mais rock´n roll do planeta comprando a camiseta do animal aqui.

6-      Apple iPad

Após muita especulação a Apple apresentou seu novo produto, o iPad. O vídeo abaixo explica detalhadamente o funcionamento deste novo dispositivo eletrônico que promete revolucionar os hábitos das pessoas.

7-      Adidas Star Wars

A Adidas criou um comercial com a participação de David Beckham, Snoop Dogg e Daft Punk para divulgar a sua nova linha de roupas baseada nos filmes da série Star Wars. Se levarmos em conta o número de fãs que a página do facebook da Adidas possui, os produtos irão vender que nem água.


Postado por Caio Antunes

27.01

Entrevista: Eric T. Peterson, Web Analyst

O impacto da contínua ascensão da Internet sobre a comunicação e os negócios elevou a importância do relacionamento entre marcas e consumidores.

A partir de então, o Engajamento do Consumidor ganhou uma nova abordagem, focada no ambiente digital, e tornou-se objeto de estudos mais sérios e aprofundados, com o uso progressivo de Web Analytics, um instrumental de análise quantitativa e mensuração de resultados para iniciativas online.

O recente Relatório de Engajamento Digital do Consumidor, da cScape e Econsultancy, apontou que uma das dificuldades dos profissionais de marketing reside em como avaliar e mensurar os resultados de ações online.

Em meio a essas circunstâncias e devido ao perfil variado do leitor do nosso blog, nós tentamos estabelecer contato com o vasto conhecimento de Eric T. Peterson de uma forma que pudesse satisfazer a ambos, iniciantes e experts, igualmente.

Eric Peterson é uma autoridade em Web Analytics e Mensuração Digital. Fundador do grupo de consultoria global Web Analytics Demystified e autor de três livros sobre o assunto, ele frequentemente se apresenta em conferências no mundo inteiro. É uma honra compartilhar os pensamentos de Eric nessa entrevista exclusiva para o blog da Foreplay.

Bruno: Quais são as principais razões para os profissionais de Marketing utilizarem a Web Analytics?

Eric: Simplesmente para avaliar se as suas idéias realmente se traduzem em valor tangível para o negócio nos canais digitais. Em vez de despejar dinheiro no AdWords, impressões, ou qualquer que seja a “next big thing”, profissionais de Marketing inteligentes estão adotando uma abordagem mais baseada nos dados, e utilizando Web Analytics para avaliar seus esforços de maneira detalhada, procurando por métricas tradicionais de sucesso, como receita.

Bruno: Como pode a Web Analytics ajudar as empresas a calcular o ROI para os esforços em Mídias Sociais?

Eric: Esta é uma pergunta mais difícil, para a qual não estou certo de que eu tenha uma resposta excelente. As Mídias Sociais hoje estão bastante fragmentadas. Por essa razão, a mensuração das Mídias Sociais é fragmentada de modo similar e, dado que os sistemas de Web Analytics predominantes são focados fundamentalmente no site, esses sistemas, em grande parte, falham em capturar e reportar o panorama geral.

Por exemplo, você pode usar Omniture para avaliar seus esforços no Twitter com muita facilidade… usuários estão sendo transferidos para o seu site a partir do HootSuite, Twitter.com, ou TweetMeme. Mas quando eles vêm de uma aplicação como o Tweetie ou Tweetdeck, a menos que você tenha codificado cuidadosamente os seus links, a informação é simplesmente perdida.

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Postado por Bruno Ancona Lopes

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